ABHH em Revista #03/2021

03 / 2021 A B H H e m R e v i s t a 11 tenhamos que receber revacinação a cada alguns meses ou anos. Mas voltaremos à vida normal em alguns meses. Acabamos de celebrar os primeiros encontros presenciais na Espanha com poucas pessoas, mas sonho em pegar um voo para cruzar o Atlântico e chegar, por exemplo, ao Brasil e desfrutar dos encontros organizados pelos meus amigos brasileiros. Nós discutimos sobre o mane- jo do paciente com mieloma, mas também temos tempo para jantares deliciosos e isto é o que realmente sinto falta. O que você vê como sua maior conquista em sua carreira? O trabalho está em andamento. Trabalho todos os dias porque minha missão é tentar oferecer o melhor aos meus pacientes com mieloma. Considero que a pesquisa clínica é a maneira ideal de fazer isso. Considero que a pesquisa clínica é a maneira ideal de fazer isso e vejo em minha prática clínica como cada ensaio e cada novo tratamento permite que os pacientes obtenham melhores respos- tas, respostas mais profundas, melhor tolera- bilidade, maior durabilidade da resposta e, no final do dia, vejo como meus pacientes vivem mais. Essa é a maior realização pela qual trabalho: tentar oferecer talvez a cura para alguns deles. Você participou de muitas edições do HEMO. Qual foi um momento inesquecível? Tenho em meu escritório algumas fotos tiradas em um congresso do HEMO há alguns anos, ocasião em que minha grande amiga Vânia Hungria organizou uma gran- de festa. Foi incrível e divertido. Já estive muitas vezes em muitas reuniões diferentes, mesmo com grupos de defesa de pacientes. Tenho boas lembranças de todas as minhas visitas ao Brasil e espero estar pessoalmente novamente em breve. O nível científico dos hematologistas brasileiros é muito alto e isso é algo que tenho percebido cada vez que participo dos congressos do HEMO ou outros encontros no Brasil. Qual é a história de um paciente que a comove até hoje? Há muitas histórias. Recentemente um novo paciente foi à minha clínica e eu não sabia qual era o motivo de sua visita. Ele estava mesmo vindo dos Estados Unidos e me disse: eu quero que você me cure. Disse a ele: o mieloma hoje continua sendo uma doença incurável, mas você tem 69 anos e meu com- promisso seria lhe oferecer uma sobrevida equivalente à sua expectativa de vida com uma boa qualidade de vida. Isso é aceitável para você? Talvez você precise de um trata- mento contínuo. Ele concordou e situações assim me emocionam porque acredito que isso é o melhor que posso oferecer aos meus pacientes. Algo que me comove a cada dia é a confiança que os pacientes sentem quando eu explico a eles sua situação e suas novas possibilidades de tratamento. O nível científico dos hematologistas brasileiros é muito alto e isso é algo que tenho percebido cada vez que participo dos congressos do HEMO ou outros encontros no Brasil

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