ABHH em Revista #03/2021

03 / 2021 A B H H e m R e v i s t a 9 O que a atraiu para o estudo do mieloma? Quando comecei minha residência em hemato- logia no Hospital Universitário de Salamanca havia muito interesse pelo mieloma e muitas pessoas envolvidas nesta doença. Eu fui mais uma pessoa trabalhando em mieloma com a grande oportunidade de ver quantos novos medicamentos foram introduzidos em todos os ensaios clínicos para o tratamento de uma doen- ça de péssimo prognóstico. Fiquei fascinada com esses progressos e avanços e continuo envolvida cada vez mais até hoje. E quem a influenciou nessa área? O Prof. Dr. Jesús San-Miguel era o chefe do Departamento de Hematologia quando comecei a residência em hematologia, em Salamanca. Ele me inspirou muito por seu foco no mieloma. Tenho muito orgulho de ter sido selecionada pelo Prof. San Miguel para trabalhar duro com ele em mieloma e aprendi muito com ele. Seu papel como mentor foi empolgante porque me promo- veu e me incluiu no Grupo Espanhol de Mieloma e em sociedades internacionais. Ele tem sido muito rigoroso, mas ele me educou sempre na excelência. Quando ele saiu de Salamanca, eu tinha o compromisso de continuar a fazer o que ele começou há muitos anos e Salamanca tinha que continuar a ser um centro de excelência em Mieloma. Estou orgulhosa disso. O tratamento do mieloma tem feito um progresso extraordinário nos últimos anos. O que falar do futuro? Omieloma será curado? Embora continuemos dizendo que o mieloma é uma doença incurável, existem alguns pacientes curados, mas basicamente não podemos identi- ficá-los no momento do diagnóstico e isso é um desafio do ponto de vista do cuidado do paciente. Entretanto, grandes esforços têm sido feitos para alcançar a cura e nós estamos indo na direção certa: i) novas terapias capazes de erradicar todas as células tumorais; ii) novas técnicas de avaliação da resposta com alta sensibilidade e estamos incorporando a doença residual míni- ma negativa como o fator de prognóstico mais relevante na predição do resultado; iii) detecção e intervenção precoce para tratar pacientes assintomáticos com mieloma; iv) terapia celular para mieloma como células CAR-T com excelen- Trabalho todos os dias porque minha missão é tentar oferecer o melhor aos meus pacientes com mieloma. Essa é a maior realização pela qual trabalho: tentar oferecer talvez a cura para alguns deles Divulgação

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