05 / 2022 A B H H e m R e v i s t a 13 N o Brasil e no mundo, o tratamento com células T modificada para expressar o receptor de antígeno quimérico (CAR-T) é uma nova modalidade de tratamento oncológico que tem demonstrado taxas de resposta notáveis em doenças refratárias ou recidivadas como leucemia linfoblástica aguda (LLA), linfomas e mieloma múltiplo. Nos últimos anos, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) atua ativamente nesse debate sobre produtos de terapia gênica com participações de seus membros em encontros e discussões dessa área do ponto de vista científico, educacional e, recentemente, de incorporações dessas novas tecnologias ao sistema de saúde. O ponto alto dessa atuação se deu em 2021 com a publicação do Consenso Brasileiro sobre Células Geneticamente Modificadas. Elaborado por especialistas da ABHH em doenças onco-hematológicas, hemoterapia e terapia celular e transplante de medula óssea, o documento traz recomendações sobre esta inovadora modalidade terapêutica. O coordenador dos Comitês Técnico-Científicos da Associação, Dr. Carmino Antônio de Souza, ressalta que a atuação da entidade tem sido fundamental para ampliar a discussão sobre o CAR-T Cell no país. “Em 2021, a ABHH deixou claro sua posição em um editorial na Hematology, Transfusion and Cell Therapy e já fizemos três edições do encontro de Terapias Avançadas Células e Genes, interinstitucionais e internacionais, em que discutimos inúmeros aspectos da implantação do procedimento no país. É assim que seguiremos: apoiando as iniciativas neste campo e promovendo encontros, eventos e ações para sua concretização. O trabalho da ABHH é institucional e pautado sempre na defesa de nossos especialistas e pacientes”, afirma o coordenador, que é professor de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente, há cinco produtos de células CAR-T aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA). Este ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro registro sanitário para uso comercial das células CAR-T no Brasil para pacientes com Linfoma Difuso de Grandes Células B recidivado e/ou resistente e, também, para pacientes com Leucemia Linfoide Aguda da infância e de adultos até 25 anos, também na recidiva. Isso foi possível graças às duas resoluções publicadas pela Anvisa no ano passado, a RDC 505/2021 e RDC 506/2021 que, com base em diretrizes de agências regulatórias da Europa e dos Estados Unidos, regulamentou o registro de produtos de terapia avançada e estabeleceu regras para a realização de ensaios clínicos com esses produtos no Brasil. Coube a ABHH fomentar esse debate com a participação da Anvisa e de especialistas de todo o mundo sobre CAR-T Cell com a realização de um evento singular no país e América Latina: o encontro de Terapias Avançadas Células e Genes, que segue para sua terceira edição este ano. “A Anvisa já mostrou seu papel ao publicar as resoluções Em 2021, a ABHH deixou claro sua posição em um editorial na Hematology, Transfusion and Cell Therapy e já fizemos três edições do encontro de Terapias Avançadas Células e Genes, interinstitucionais e internacionais, em que discutimos inúmeros aspectos da implantação do procedimento no país Dr. Carmino Antônio de Souza, coordenador dos Comitês Técnico-Científicos
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