A B H H e m R e v i s t a 05 / 2022 14 para terapia avançada. A própria indústria também se beneficia com os produtos que virão ao Brasil e há iniciativas de financiamento em pesquisa. Faltava apenas que as associações científicas, como a ABHH, se pronunciassem com a palavra dos especialistas, o que fizemos recentemente com a publicação do Consenso Brasileiro”, destaca o Dr. Renato Cunha, membro do Comitê de Terapia Celular da entidade, que coordenou o Consenso. Coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), ele realizou em 2019 o primeiro tratamento de um paciente com células CAR-T no país. “A Anvisa trabalha junto aos profissionais da área desde o primeiro momento e tem demonstrado interesse e competência para que as questões regulatórias não sejam um empecilho à introdução do procedimento no Brasil”, observa o Dr. Carmino. Desafios atuais Embora o CAR-T Cell apresente resultados promissores – e comprovados – para leucemia e mieloma em estudos e pesquisas recentes, sua implantação e desenvolvimento no Brasil e no mundo ainda demandará muitas e constantes pesquisas, treinamentos e cooperações entre os países. A complexa produção de células CAR, o acesso do paciente do setor suplementar e público ao tratamento, os efeitos adversos na aplicação da terapia, a capacitação e o treinamento de hematologistas e equipe para reconhecer e tratar essas complicações, a estrutura adequada para os centros que realizarão este tipo de tratamento e o monitoramento do paciente são questões em discussão. Atualmente, grupos de pesquisa ou indústrias farmacêuticas desenvolvem novos produtos com células CAR-T. Sobre o ambiente regulatório, o professor da USP avalia que as resoluções publicadas pela Anvisa, em 2020, foram fundamentais para o debate sobre o CAR-T Cell no Brasil, mas ela ainda precisa predizer outros pontos, como a regulação sobre estudos e protocolos em estudo como por exemplo, o tratamento de tumores sólidos como o câncer de mama, os gastrointestinais, do pâncreas e fígado, entre outros. “Outros protocolos em desenvolvimento usam tecnologias semelhantes, mas outros, podem ser plataformas bem diferentes para a geração de células CAR-T autólogas ou alogênicas ou células CAR-NK”, detalha. Outro desafio com o CAR-T Cell é o fato de o paciente receber as células em tempo adequado, já que levam um tempo para serem produzidas. Da coleta da célula do Embora o CAR-T Cell apresente resultados promissores – e comprovados – para leucemia e mieloma em estudos e pesquisas recentes, sua implantação e desenvolvimento no Brasil e no mundo ainda demandará muitas e constantes pesquisas, treinamentos e cooperações entre os países debate ABHH
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