ABHH em Revista #05/2022

A B H H e m R e v i s t a 05 / 2022 32 perfil sor no Wisconsin Medical College e no Centro Internacional de Registro de Medula Óssea em Milwaukee, nos Estados Unidos. Como referências na graduação, cita o Dr. Paulo Barbosa da Costa, primeiro hematologista de Curitiba, como grande influência na sua escolha por essa especialidade. “O Dr. Paulo era uma pessoa bastante agradável, se relacionava bem com todos e gostava de exaltar aspectos atraentes da Hematologia, particularmente da “hemocitologia”, e mostrar a dinâmica do laboratório”, recorda. No segundo ano, Pasquini foi a Recife para um encontro científico para estudantes de medicina, apresentando dois trabalhos. Na sequência emendou um estágio na cidade do Rio de Janeiro, onde aprendeu novas técnicas com o Dr. Hildebrando Monteiro Marinho, primeiro presidente do Colégio Brasileiro de Hematologia. Décadas depois, o Colégio se fundiria com a então Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, fusão que daria origem a ABHH. Aprendizado com grandes nomes Aficionado por aprender, ele se mudou com a esposa e os filhos, no fim dos anos de 1960, para Salt Lake City, nos Estados Unidos, como bolsista da CAPES, onde fez um fellowship em hematologia clínica e pesquisa na Universidade de Utah –naquela época, pouquíssimos brasileiros tinham se submetidos a esse tipo de pós-graduação e mesmo a residência não era oficialmente e formalmente regulamentada. Lá ele adquiriu as habilidades que o transformaram em um profícuo pesquisador. Nos Estados Unidos, teve a oportunidade de conhecer o Dr. Maxwell Wintrobe, austríaco-canadense reconhecido como um dos maiores hematologistas do mundo. “Tive a honra e o prazer de conhecer o Dr. Wintrobe, que, embora aposentado, trabalhava normalmente e passou muito do seu conhecimento para mim. Na qualidade de fellow, tive a oportunidade de atender inicialmente a todos os pacientes encaminhados para o corpo clínico da hematologia, discutir cada caso e propor as estratégias na condução clínica de cada um. Em relação a seus pacientes, o Dr. Wintrobe raramente dizia o que tínhamos de fazer. Nós, fellows, é que precisávamos apresentar, com as devidas evidências, a programação futura, diagnóstica e terapêutica, sustentada pela literatura”, lembra o médico. Na volta a Curitiba, com a expertise que adquiriu lá fora com esses nomes da hematologia, ele liderou a organização de toda a Residência emMedicina Interna (Clínica Médica) da UFPR, onde se tornou Livre-Docente em 1974 e titular de Hematologia e Oncologia em 1991, além de ter chefiado o Departamento de Clínica Médica por quatro anos e o Serviço de Hematologia e Foto: Arquivo Pasquini sendo homenageado durante o Encontro Anual da AIBE realizado em 2017

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