ABMotéis News #38 - Mar/Abr 2021
21 anos, se diz uma apaixonada pela motelaria. “Posso dizer que sou literalmente apaixonada por este ramo e, com isso, acabo levando minha equipe no mesmo propósito”, afirma Francis, que já sofreu algum tipo de preconceito no setor por ser mulher. “Hoje não mais. Pelo tempo de mercado, os fornecedores, entre outros, já me conhecem e não tenho enfrenta- do nenhum tipo de preconceito”, afirma a moteleira. Na Região Nordeste, Christiane Pessoa atua no setor desde 2005 quando começou a administrar o negócio da família, iniciado em 1999. Ela é diretora do Ele & ElaMo- tel, localizado emFortaleza (CE). “Sempre entendi a necessidade de tornar cada vez mais profissional a minha empresa, estabelecendo procedimentos de qualidade, bus- cando fidelizar a clientela comum atendimento diferenciado. Para o Ele & Ela, o cliente não é apenas um número de ocupação. E ele percebe isso”, afirma Christiane, que está sempre emmovimento, frequen- tando feiras, cursos e reuniões para compartilhar experiências com as colegas do setor. Em São Bernar- do do Campo (SP), Rosana Zucon trabalha há 35 anos no segmento. Gerente-geral do Vyss Motel, a motelaria era o ramo de atuação do seu pai e tio e, aos poucos, ela foi absorvendo e aprendendo todo o funcionamento de um motel. Ela conta ter sofrido preconceito no início. “Para as pessoas mais antigas, era estranho uma mulher trabalhar em um motel. Hoje em dia nem tanto porque é um tra- balho como outro qualquer e que exige responsabilidade e princi- palmente competência”, afirma. “Muitas mulheres hoje trabalham em motel como líderes”, relata Rosana. com gestão e operação de alta per- formance”, diz Karla. Ainda em Minas, Mirela Carvalho Guimarães trabalha no setor há 22 anos. Gerente-geral do Motel Sunny Day, em Contagem, ela é engenheira civil de formação e esteve à frente da construção e implementação do motel em Contagem - o Sunny Day possui ainda unidades na ca- pital mineira e em Betim. “Fiquei para fazer o startup e estou até hoje. Sempre falo que o motel de Contagem é meu primogênito, pois acompanhei desde a fundação”, brinca. À frente do Palace Motel e Motel Mirage, ambos também localizados em Contagem e Betim, Jasiela Corrêa Cesárie é só- cia-gerente de ambos. No passado, relembra, era um desafio a gestão do motel. “Não havia um sistema de gestão para um gerenciamento tranquilo. Hoje nós encontramos cada vez mais produtos voltados para a motelaria”, observa. Ela afirma não ver um crescimento mo- desto das mulheres no setor. “Eu não sinto as mulheres crescendo muito no setor. Quando entra para a motelaria ou é porque o negócio é de família, como foi o meu caso, ou porque a mulher é muito empreen- dedora”, analisa Jasiela. PROFISSIONALIZAÇÃO DO SETOR Ainda no Sudeste, Francis Niviadonski é sócia-gerente do Motel Happy Night, em Cotia (SP). Ela, que trabalha no setor há Destaque da capa MAR-ABR/2021 Nº 37 5 Belo Horizonte, Luciana Matos iniciou sua traje- tória no setor aos 18 anos quando o irmão montou um motel e a convidou para administrá-lo. Na época, a motelaria era ummer- cado predominante com gestores homens à frente, mas este cenário, analisa, mudou bastante ao longo desses anos. “Aqui em Belo Horizonte, por exemplo, há uma divisão equilibrada de gestoras e gestores trabalhando à frente dos motéis e mesmo naqueles estabelecimentos com homens à frente existe sempre uma mulher atuando lado a lado”, avalia. MESMO ESPAÇO DE ATUAÇÃO DO QUE ELES Karla Antunes está no seg- mento desde 2016 quando ingressou nas empresas da família, os motéis Snob e Status, tam- bém em Belo Horizonte. Só- cia-proprietária de ambos, a experiência de décadas no mercado de luxo que tinha antes de se voltar para a motelaria, afirma, trouxe para os motéis da família um foco ainda mais voltado para a excelência e necessidades e diversidade dos hóspedes. “Ingres- sei nas empresas em ummomento de ampliação e desenvolvimento de novos negócios e nosso grupo já possuía uma gestão sólida e profissionalizada, baseada em processos e métricas”, diz. Apesar da predominância de lideranças masculinas, ele afirma que as mulheres têm o mesmo espaço de atuação na motelaria. “Homens e mulheres vêm cada vez mais trabalhando em conjunto, com olhares diversos e diferentes ha- bilidades, para construir um novo momento da motelaria no Brasil
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