Vigilância em Saúde

O TRABALHO DA EQUIPE DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – DISTRITO LESTE – DE RIBEIRÃO PRETO NO ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE DENGUE EM 2019 Autores: Larissa Gerin, Angela Maria Fernandes de Oliveira, Liliana Ferreira de Oliveira, Valeria Cristina Brochetto Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO Município: Ribeirão Preto CIR: Aquifero Guarani Endereço: Rua Prudente de Morais Telefone: 39779305 Celular: 996101357 Email: cronicas@saude.pmrp.com.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA ADengue é uma arbovirose, transmitida através da picada domosquito Aedes aegypti contaminado, que cursa com febre e outros sintomas como cefaleia, mialgia, artralgia, dor retroorbitária, entre outros, podendo ou não apresentar exantema. A infecção pode ser causada por um dos quatro vírus da Dengue (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4), podendo ser assintomática, porém, o indivíduo assintomático também pode transmitir a doença. Desde 2014 o Ministério da Saúde utiliza uma nova classificação da doença, que leva em consideração o fato de ser uma doença dinâmica, que pode evoluir de forma benigna ou agravar-se, levando o paciente a óbito. Trata-se de uma doença de notificação compulsória, tendo a Vigilância Epidemiológica um trabalho de extrema importância na compreensão da evolução da doença na comunidade e para estabelecer estratégias de controle. Qualquer pessoa pode realizar a notificação de caso suspeito de Dengue, porém, o profissional de saúde tem o dever de realizar esta notificação oportunamente a partir da suspeita. No município de Ribeirão Preto foram notificados, até o dia 31 de agosto de 2019, 21695 casos suspeitos de Dengue residentes no município, 11652 casos confirmados, com o número maior de casos nos meses de abril e maio. OBJETIVOS Este trabalho tem como objetivo apresentar o trabalho da Vigilância Epidemiológica – Distrito Leste no enfrentamento da epidemia de Dengue no ano de 2019. METODOLOGIA No município de Ribeirão Preto, as unidades de saúde realizam a notificação dos casos suspeitos de Dengue através da Ficha de Notificação/Investigação do SINAN e encaminham para o serviço de Vigilância Epidemiológica (VE) de referência. As fichas são digitadas no SINAN pelo auxiliar administrativo e no sistema de informação do serviço de controle de vetores. Periodicamente as equipes da VE recebem as planilhas com resultados de exames (NS1, IgM) do Laboratório Municipal e do Instituto Adolfo Lutz para o encerramento das fichas no sistema. Resultado de NS1 ou IgM positivos confirmam o caso, IgM negativo descarta o caso pelo critério laboratorial. Casos sem confirmação laboratorial são encerrados pelo critério clínico-epidemiológico. Para encerrar a ficha, a equipe da VE verifica no HYGIA a evolução do paciente (resultados de hemogramas, evolução médica e se ocorreu internação), pois os casos confirmados podem ser encerrados como Dengue, Dengue com sinais de alarme ou Dengue grave, com cura ou óbito. Para ATENÇÃO BÁSICA 131

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