óbitos por esta doença, melhorando a morbimortalidade em crianças, e por imunização cruzada, em toda a população, reduzindo a circulação do vírus silvestre no ambiente. Por outro lado, não foi observado aumento no número de internações por íleo paralítico e obstrução intestinal em crianças menores de 5 anos, o que já ocorria antes da introdução da vacina no calendário básico de vacinação, mantendo um coeficiente de incidência médio de 0,3 por 100.000 crianças de 0 a 5 ano. O Distrito Leste de Vigilância em Saúde recebeu, de 2016 a 2018, 11 notificações de Eventos Adversos Pós-Vacinação envolvendo a vacina contra Rotavírus, com a presença de estrias de sangue nas fezes como a principal reação adversa apresentada. Desde 2016 este evento é notificado em uma ficha de notificação que possibilita o detalhamento do evento apresentado, e é digitada no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações. Das crianças notificadas, 07 (63,6%) não apresentaram o registro da 2ª dose no sistema HYGIA. CONSIDERAÇÕES FINAIS A introdução da vacina contra o Rotavírus Humano foi um importante avanço para a Saúde Pública, melhorando a morbimortalidade de crianças, tendo um impacto positivo na redução de internações e óbitos por diarreia. Não existemestudos que comprovema associação da vacina com o aumento ou desencadeamento de APLV, sendo que a ocorrência desta patologia foi considerada como coincidência temporal. De acordo com o Manual de Eventos Adversos Pós-Vacinação do Ministério da Saúde de 2014, a presença de sangue nas fezes sem outros sintomas pode ser um achado eventual ou relacionado a outros diagnósticos, por isso deve ser investigado, somente casos que evoluem para invaginação intestinal tem contraindicação de doses subsequentes. A vacina contra Rotavírus é segura, propicia eficácia de 84,7% em prevenir formas graves de infecção pelo Rotavírus no primeiro ano de vida, sendo por isso recomendada pelas Sociedades Brasileiras de Alergia e Imunologia (ASBAI), Imunizações (SBIm) e de Pediatria SBP). Referências Bibliográficas Ballalai I. Manual Prático de Imunizações. São Paulo: A. C. Farmacêutica, 2013. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2014. Kfouri RA, Cunha J, Sarinho EC, Solé D, Lima EJFL, Cocco RR, Fernandes FR, et al. Vacina rotavírus: segurança e alergia alimentar – Posicionamento das Sociedades Brasileiras de Alergia e Imunologia (ASBAI), Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP). Arq Asma Alerg Imunol. 2017 jan-mar; 1(1):49-54. ATENÇÃO BÁSICA 134
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