Vigilância em Saúde

livre da Variante 2 do vírus rábico e não há indicação de vacinação quando o cão ou gato é observável, independentemente da gravidade da lesão5. Mesmo assim, o Departamento recebia muitas fichas com indicação desnecessária de VERO em desconformidade com o protocolo do Ministério da Saúde. Para minimizar os erros, foi elaborado um vídeo, utilizando o recurso Keynote com informações atualizadas sobre o protocolo de atendimento antirrábico humano com a indicação de doses necessárias para o tratamento em caso de mordedura sem observação animal, bem como orientações ao paciente ou vitima em caso de animal observável. O objetivo principal era diminuir os procedimentos inadequados por possível falta de informação profissional o que pode ocorrer, devido a alta rotatividade destes profissionais. O vídeo elaborado foi de curta duração, com tempo máximo de cinco minutos, o que possibilita ser leve e não exaustivo. O arquivo foi enviado pelo grupo de whatsapp, permitindo a visualização a qualquer momento para consulta e interação em caso de dúvidas. RESULTADOS Foram avaliadas 100 fichas de Notificação de Atendimento Antirrábico Humano antes do vídeo e 100 fichas após a divulgação do vídeo no whatsapp dos médicos. Constatou-se que a indicação da vacina VERO em pacientes agredidos por animais observáveis diminuiu de 10% para 3 %, evitando assim, o seu uso desnecessário. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Estado de São Paulo não indica vacinação quando o cão ou gato é observável, independentemente da gravidade da lesão5. Era premente que todos os profissionais da rede se adequassem aos protocolos do Ministério da saúde. A utilização do recurso de apresentação Keynote foi extremamente eficaz, possibilitando um menor índice de procedimentos inadequados, o que contribuiu para melhor qualidade de assistência prestada, devido a disseminação de informações necessárias para o conhecimento profissional. Além disso, foi possível concluir que o uso da mídia é interessante para a ampliação do acesso aos fluxos e protocolos propostos, garantindo desta forma a padronização das informações. Referências Bibliográficas 1.VILLELA, E.F.M.; NATAL, D.N.. Mídia, Saúde e Poder: Um Jogo de Representações sobre Dengue. Artigos Saúde e Soc. Julho-2014. disponível em https://www.scielosp.org/article/ sausoc/2014.v23n3/1007-1017/# 2.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Manual instrutivo da Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Sistema Único de Saúde (SUS) / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013. 3.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 7. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 4.Ministério da saúde. PORTARIA Nº 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde(SUS). ATENÇÃO BÁSICA 156

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