Vigilância em Saúde

VIGILÂNCIA EM SAÚDE: A EXPERIÊNCIA E OS RESULTADOS DAS ESTRATÉGIAS DE VACINAÇÃO DESENVOLVIDAS NO ENFRENTAMENTO DOS CASOS DE SARAMPO EM UM NAVIO DE CRUZEIRO NO PORTO DE SANTOS Autores: Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras, Leticia Preti Schleder, Alex Charleaux Amorim Instituição: Secretaria Municipal de Saúde Município: Santos CIR: Baixada Santista Endereço: Rua Amador Bueno Telefone: 32135127 Celular: 997031323 Email: coform-sms@santos.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O sarampo é uma doença viral, endêmica em algumas partes do mundo, porém, no Brasil, a transmissão autóctone foi interrompida em 2000. O comportamento da doença depende da relação entre a imunidade e a susceptibilidade da população, assim como da circulação do vírus, que apresenta variação sazonal (Engleitner, 2008). Em conformidade com o plano e com as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) (OMS, 2013). O município de Santos teve que reforçar as estratégias de vacinação contra o sarampo, recomendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS,2014), em resposta a um surto de sarampo que ocorreu em um navio de cruzeiro. Além da vacinação de rotina e monitoramento das coberturas vacinais já realizadas pelo município foram acrescentadas as vacinações de bloqueio, varredura e por fim, intensificação da vacinação (campanhas) aos munícipes. OBJETIVOS Promover ações de bloqueio vacinal num determinado navio de cruzeiro no Porto de Santos, buscando alcançar o impacto esperado com o acesso universal à imunização de todos tripulantes e passageiros deste navio, de modo a interromper a cadeia de transmissão do sarampo. METODOLOGIA Em fevereiro de 2019, a Vigilância Epidemiológica (VE) de Santos recebeu uma notificação do Grupo de Vigilância do Estado de São Paulo (GVE), informando a presença de casos suspeitos de rubéola em um navio de cruzeiro no Porto de Santos. Em conformidade com o plano e com as diretrizes do PNI, a partir desse momento, foi deflagrada ação de avaliação do risco epidemiológico em Saúde Pública e as trativas junto à ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nesse contexto, foi organizada a equipe da VE, com parceria de representantes da ANVISA e GVE para ação epidemiológica “in bordo”, para a investigação desses casos, coleta de exames e medidas de controle atendendo ao protocolo. Durante essa primeira investigação observou-se que, em todos os casos dos tripulantes, o diagnóstico dado pelos profissionais era de doença exantemática inespecífica, pela falta de nexo causal entre a sintomatologia ATENÇÃO BÁSICA 160

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