ABORDAGEM QUADRUPLA NO COMBATE À LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA: ENCOLEIRAMENTO, INQUÉRITO SOROLÓGICO, TRATAMENTO E VACINAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SANTOS-SP. Autores: Laerte Carvalho Gonçalves de Souza, Alexandre Nunes Mendes, Geanfábio Goldsztejn Brito, Boanerges de Oliveira Instituição: Secretaria Municipal de Saúde Município: Santos CIR: Baixada Santista Endereço: Rua Amador Bueno Telefone: 32135127 Celular: 997031323 Email: coform-sms@santos.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA As leishmanioses são doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania (Família Tripanosomatidae), que apresentam diferentes formas clínicas, dentre elas as formas visceral e tegumentar (MIRANDA, 1998). Nas Américas, a forma visceral é causada pela Leishmania infantum chagasi (LAINSON e SHAWN, 2005). A principal forma de transmissão da doença se dá pela picada de dípteros da subfamília Phlebotominae, popularmente chamados de mosquito palha. A principal espécie incriminada pela transmissão no Brasil é a Lutzomyia longipalpis (Lutz & Neiva, 1912), embora haja relatos da ausência desse vetor em áreas de ocorrência da doença (SOUZA et al. 2003). Em 1959 ALENCAR aponta coincidência geográfica entre casos de leishmaniose visceral canina e humana. Trabalhos como de OLIVEIRA et al. (2001); CORTADA et al. (2004); PRADO et al. (2011) demonstram a relação entre leishmaniose canina e humana. Atentamos para a possibilidade de casos caninos precederem casos humanos, assim, merecendo intensificação das ações de vigilância e controle. No início de 2015, um cão macho, SRD, adulto, residente em região de morros, borda de mata, é diagnosticado, através de exame histopatológico e imuno-histoquímico, com Leishmaniose Visceral Canina. Instalase a partir deste caso, um extenso trabalho de vigilância e busca ativa, pesquisa entomológica e controle estratégico da doença no município de Santos (SP). OBJETIVOS Promover o controle e combate à Leishmaniose Visceral Canina no município de Santos, utilizando estratégia múltipla e humanitária. METODOLOGIA A busca por animais positivos é realizada de forma passiva e ativa. A forma passiva advém do atendimento clínico realizado pela Coordenadoria de Defesa da Vida Animal – CODEVIDA, pertencente à Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM) e clínicas particulares. Ao receberem ATENÇÃO BÁSICA 166
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