RESULTADOS Inserção no Plano Plurianual-PPA 2018/2021 do município na Secretaria de Saúde, a proposta do NEVS como estudo de um arranjo organizacional de gestão e processos de trabalho diferenciados com a articulação efetiva das áreas de vigilâncias com a atenção básica. Implantado o NEVS em três unidades do município (população IBGE julho/2019, 838.936 hab.), com perfis epidemiológicos e características territoriais distintas: UBS Leblon com 5 equipes de saúde da família- ESF, 69 profissionais, implantado em março de 2018; UBS Riacho com 3 equipes ESF, 53 profissionais, implantado em março de 2018; UBS Pq São Bernardo com 4 equipes ESF, 2 equipes ampliadas, 77 profissionais, implantado em março de 2019. O DPSV com as 5 áreas de vigilâncias estruturadas, 306 profissionais, foi o responsável por coordenar o processo. Serviço de Verificação de Óbitos, Laboratório Municipal de Saúde Pública e a coordenação do Comitê de Mortalidade Materno, Fetal e Infantil integraram o processo. Avaliação qualitativa e quantitativa ao longo dos 18 meses de implantação, por meio de indicadores construídos, questionários aplicados aos trabalhadores das referidas UBSs, conversas com toda a equipe da unidade em reuniões gerais e narrativas de casos fizeram parte do monitoramento, sugestões e adaptações na concepção original. Reuniões quinzenais ordinárias entre um grupo condutor do DPSV, formado por trabalhadores e gestores das vigilâncias e uma reunião mensal deste grupo junto aos gestores da Atenção Básica para pactuações e análises foram essenciais para a consolidação e fortalecimento dos detalhes operacionais e técnicos do NEVS. A governabilidade para alterações de processos de trabalho, foi uma das chaves de êxito do Núcleo em Vigilância em Saúde-NEVS, garantida pela participação integral dos gestores/técnicos das vigilâncias (planejadores e executores especializados destas ações) e da atenção básica (coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede), com poderes de decisão na esfera micropolítica local e na gestão. Integração efetiva entre as equipes de saúde da família, outros profissionais da UBS, usuários e equipes de vigilância em saúde; acolhimento integral da articuladora em vs na UBS após um tempo da inicialização; conhecimento rápido e esclarecimentos de dúvidas dos profissionais da assistência em saúde da atenção básica, "in loco", diariamente, referentes a fluxos, protocolos, coletas de materiais, notificações compulsórias, ações de campo complementares executadas pelas vigilâncias, cardápio de possibilidades vinculadas ao DPSV, fortalecendo a resolutividade dos casos e a segurança dos trabalhadores ordenadores do cuidado do sistema de saúde municipal; complementação do cuidado com ações de vigilância em saúde nos casos atendidos na UBS; educação permanente constante de todos os profissionais envolvidos; reconhecimento e monitoramento de doenças e agravos de notificação compulsória no território; fortalecimento nas ações de educação em saúde; apoio na busca de usuários com vacinação atrasada; alterações de processos e fluxos das vigilâncias; aproximação da vigilância sanitária da assistência por meio da educação sanitária e trabalho específico de uso racional de medicamentos; reconhecimento do apoio técnico do articulador por parte da equipe médica local; realização conjunta de ações externas a UBS de conscientização sanitária para a comunidade junto a segmentos religiosos, equipamentos públicos de educação e PSE – Programa Saúde na escola, Sociedade de Bairros, entre outros; participação constante das articuladoras em VS em capacitações técnicas específicas das vigilâncias; implementação da devolutiva quadrimestral na reunião geral da UBS, de ATENÇÃO BÁSICA 193
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