Vigilância em Saúde

Epidemiológica municipal, viabilizando a estruturação do mesmo em tempo hábil com mobilização e prioridade de toda a SMS. A Equipe de Custos articulou com os diversos setores da SMS a criação de um Centro de Custos específico destinado ao CHD para acumulação das despesas do mesmo, de forma a realizar a inferência de valores de maneira mais precisa. Para reduzir despesas com a estruturação do CHD, emprestaram-se mobiliários de diversas instituições. O mobiliário que precisou ser adquirido foi absorvido posteriormente pelas Unidades de Saúde. Para reduzir despesas com Recursos Humanos, houve mobilização dos Departamentos da SMS para compor a escala de trabalho com funcionários de outras Unidades de Saúde e Área Técnica, de maneira a reduzir contratações e minimizar prejuízos aos serviços em andamento. As despesas com exames laboratoriais e remoção dos pacientes não foram inclusas devido à dinâmica adotada. Os dados do Centro de Custo do CHD foram disponibilizados na Planilha de Custo da SMS para análise e uso gerencial. Calculou-se, além do impacto financeiro do CHD, o valor da economia obtida através de estratégias de redução de despesas adotadas. RESULTADOS O CHD funcionou por 102 dias com até 70 leitos, atendendo 6.570 pacientes com suspeita e diagnóstico de dengue do grupo B, cuja média de permanência foi de 5h52min. O impacto para o município foi cerca de R$ 1.231.223,32 em todo o seu período de funcionamento, sendo R$ 779.847,86 em Recursos Humanos (contratados temporariamente e horas extras dos profissionais efetivos) R$ 45.850,37 em Despesas Permanentes (aluguel, água, energia elétrica, telefone fixo e móvel), R$ 44.614,10 em Medicamentos, R$ 32.624,89 em Gêneros Alimentícios, R$ 32.374,66 em Mobiliário, R$ 42.735,58 em Material Médico/Hospitalar, R$ 3.358,43 Outros Insumos e R$ 249.197,43 em Serviços (Limpeza, Lavanderia, Esterilização, motofretistas para transporte de exames e outros serviços), e R$ 620,00 em passes de ônibus. As ações de empréstimo de mobiliário e composição da escala de trabalho realizadas proporcionaram uma economia estimada em R$ 957.019,73 referente a Recursos Humanos (horas trabalhadas de médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, agente administrativo, técnico de farmácia, farmacêutico) e R$ 43.531,15 referente à estruturação do serviço (mobiliário emateriaismédico hospitalares). Diante do número de atendimentos e considerando as estratégias de otimização de recursos supracitadas, temos que o custo médio por paciente no CHD consolidou-se em R$187,40 , sendo que este custo seria de aproximadamente R$ 339,69 caso não ocorressem as estratégias de otimização com mobiliário e RH, ocasionando uma redução de 44,83% no impacto financeiro. O custo médio/dia do CHD foi de R$ 12.070,82 e o custo médio/hora de permanência do paciente foi de R$ 31,98. CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerando as demandas específicas de gestão nas epidemias das arboviroses (aumento expressivo de profissionais para atender, ampliação de leitos, local para hidratação e observação dos pacientes) a criação do CHD referenciado foi uma estratégia exitosa e eficaz, pois colaborou-se na redução de tempo de permanência dos pacientes grupo B em UPAs (propiciando maior agilidade no atendimento) e garantiu-se local adequado e exclusivo para permanência dos casos deste grupo que precisa de atenção especial por ser de maior risco ATENÇÃO BÁSICA 209

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