SÍFILIS UM DESAFIO NA SAÚDE PÚBLICA Autores: Graziella Mestres Instituição: Fundo Municipal de Saúde Município: São Paulo CIR: São Paulo Endereço: Rua General Jardim Telefone: 33972033 Celular: 931398875 Email: afastcursoscongressos@prefeitura.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Após análise de dados referente a Sífilis no DA Jardim Ângela, com números elevados de casos de Sífilis adquirida, Sífilis congênita e Sífilis em gestante em 2018 , verifica-se a necessidade de implantar um plano de ação com a equipe técnica, contemplando treinamento “in loco” para todas as unidades notificantes na área de abrangência. Para atingir os objetivos propostos, foram utilizadas as ferramentas: discussões de casos, conhecimento de Protocolos Municipais, espaço para dúvidas, Manejo clínico, importância no reconhecimento das vulnerabilidades, vigilância laboratorial e divulgação de dados extraídos de sistemas próprios para o cuidado integral, resolutivo na assistência à saúde. Diante do exposto, foi realizado um cronograma no 1º semestre de 2019 para discussão de casos com profissionais médicos, enfermeiros e gestores locais, garantindo a disseminação da informação sobre os dados de Sífilis, análise do fluxo das unidades, preenchimento das notificações, coleta de exames, realização de teste rápido, habilitação de profissionais para realizar exames, diagnóstico precoce, tratamento imediato, acompanhamento clínico e sorológico, definição de caso suspeito e confirmado, tratamento de sífilis em gestante concomitante com o parceiro, identificação de vulnerabilidades, dados para considerar adequadamente tratado, tratamento inadequado, retratamento nos casos necessários. A Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum, com apresentações variadas e em diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. Segundo o Boletim Epidemiológico, pode-se observar que a sífilis adquirida, agravo de notificação compulsória desde 2010, teve sua taxa de detecção aumentada de 59,1 casos por 100.000 habitantes, em 2017, para 75,8 casos por 100.000 habitantes, em 2018. Também em 2018, a taxa de detecção de sífilis em gestantes foi de 21,4/1.000 nascidos vivos, a taxa de incidência de sífilis congênita foi de 9,0/1.000 nascidos vivos e taxa de mortalidade por sífilis congênita foi de 8,2/100.000 nascidos vivos (Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde | Ministério da Saúde Número Especial | Out. 2019). A análise de série histórica de dados referente a Sífilis no DA Jardim Ângela, com números elevados de casos de Sífilis adquirida, Sífilis congênita e Sífilis em gestante, reforça a necessidade de um plano de ação com treinamento in loco de todas as unidades notificantes na área de abrangência, conforme demonstrado abaixo: ATENÇÃO BÁSICA 222
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