ambos os anos entre as faixas etárias de 15 a 29 anos (77% e 64,3%), sendo que no ano de 2019 a menor idade entre os casos confirmados foi de 5 meses e a maior 93 anos. Houve predominância do sexo masculino em 2018(69,2%) e 2019 (52,2%). No ano de 2019 houve 3 casos entre gestantes, o que não ocorreu em 2018. Todos os casos ocorridos em 2018 foram autóctones já para 2019 foram 91,5% dos casos. Houve predominância da raça/cor branca para ambos anos (2018=55,6% e 2019=62,4%). A escolaridade foi informada apenas para 37,5% dos casos em 2018 e 38,5% em 2019 sendo predominante para esse último ano o ensino médio. A febre é um parâmetro para suspeição dos casos de dengue, então se esperava que 100% dos casos apresentassem esse sintoma, em 2019 foi informada apenas para 631 (84,9%). A mialgia (84,6% e 72,8% respectivamente 2018/2019) e cefaleia (69,2% e 73,6% respectivamente 2018/2019) foram os outros sintomas mais prevalentes. Os dados referentes aos sintomas podem ser questionados, uma vez que identificamos entre os menores de um ano, 95 casos com cefaleia. Identificou-se no ano de 2019 a circulação do sorotipo 2. CONSIDERAÇÕES FINAIS O aumento do Coeficiente de Incidência de Dengue para a região estudada caracterizou uma epidemia. Em ambos os anos os casos concentraram-se na população adulta jovem, com predominância entre os homens. Algumas variáveis como raça/cor e escolaridade tem elevado percentual de não preenchimento indicando a necessidade das fontes notificadoras atentarem a importância do registro, de forma a melhor conhecer o perfil epidemiológico dos casos da doença. Em relação a dengue, o que pode justificar o aumento dos casos é o início da circulação do sorotipo 2, para o qual não havia sido relatada anteriormente. ATENÇÃO BÁSICA 243
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