Vigilância em Saúde

RESULTADOS No ano de 2019 houve 1053 casos suspeitos de sarampo, na região da STS Penha, sendo que destes 286 (27,2%) foram confirmados como sarampo, com coeficiente de 60,3 casos/100.000 habitantes. Entre os casos confirmados, o sexo masculino foi predominante (159 -55,6%), 24,5% não informaram a raça/cor, e daqueles que informaram 64,4% (139) declarouse branco. Dos casos confirmados 41,6% referiram ter recebido pelo menos uma dose de vacina de sarampo; dos 200 casos (69,9%) que informaram contato prévio com caso suspeito ou confirmado de sarampo, 10,5% (21) referiram que ocorreu no domicílio; 10,8% tiveram internação hospitalar. O maior coeficiente de incidência foi entre os menores de 5 anos (240,9 casos/100.000 habitantes), sendo que a faixa etária de 20 a 29 anos ficou com o 2º maior coeficiente (124,71/100.000 habitantes); a maior idade acometida foi 84 anos. Entre as pessoas em idade escolar, prevaleceu aquelas com ensino médio (51 – 32,1%). A região é composta por 04 Distritos Administrativos (DA), sendo o coeficiente de incidência do DA Penha (65,7 casos/100.000 habitantes) o maior e o DA Artur Alvim o menor (53,2 casos/100.000 habitantes). Além da febre e exantema que são critérios para notificação, a coriza esteve presente em 62,2% (178) dos casos e a dor retroocular em 29,0% (83). O critério para encerramento dos casos foi predominantemente laboratorial, sendo somente 12,9% (37) encerrados como clínico e/ou epidemiológico, e não houve óbitos. Os bloqueios foram oportunos, ou seja, realizados em até 72 horas, para 64% dos casos. Os 06 serviços que mais notificaram os casos foram 02 AMAs da Região e 02 Hospitais de outras regiões, sendo 1 privado. CONSIDERAÇÕES FINAIS A taxa de incidência do sarampo na região foi elevada, constituindo-se uma epidemia. Os casos concentram-se mais entre os menores de 5 anos, homens e raça branca. Não houve diferença importante entre os DA de residência. Identificou-se um elevado percentual de casos que informaram vacinação prévia, que pode indicar uma falha vacinal. A análise do perfil epidemiológico reitera a conduta da Secretaria de Saúde, de intensificar a cobertura vacinal nos menores de 5 anos e na faixa etária até 29 anos de idade. ATENÇÃO BÁSICA 249

RkJQdWJsaXNoZXIy NjY5MDkx