METODOLOGIA O Programa é desenvolvido com a presença da fisioterapeuta 4h por semana dentro da escola, com estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, com idades entre 6 e 12 anos. As avaliações antropométricas e dos materiais são realizados no início de cada semestre, quando são feitas as orientações e ajustes necessários. No decorrer do semestre são desenvolvidas atividades educativas, com orientações em sala de aula diretamente para os alunos e também encontros e orientações aos professores, além de orientações às famílias em reuniões já existentes na escola e através de folhetos informativos. RESULTADOS As avaliações sobre o peso e forma de carregamento do material escolar foram realizadas individualmente, em cada sala de aula, no início de cada semestre. Com relação ao peso e forma de carregamento dos materiais escolares, observou-se uma melhora muito significativa na forma de carregamento, sendo que no início do programa, em agosto/ 2016, o material carregado de forma inadequada correspondia a 34,5% e na última avaliação, em agosto/ 2019, correspondia a 1,45%, outra observação também importante que 44% dos alunos, na última avaliação, encontrou-se com o material dentro das conformidades orientadas, com relação a peso e forma de carregamento associados. No ano de 2016 a demanda por atendimentos fisioterapêuticos por queixas álgicas relacionadas a coluna nessa faixa etária de 6 a 12 anos, foi em média 64 atendimentos/ mês, já em 2019 a média foi de 25 atendimentos/ mês. O que podemos relacionar que o aumento de conhecimento e consciência corporal comrelação aos hábitos de vida diária, principalmente dentro da escola, onde as crianças e adolescentes passam em torno de 5h diárias, tem um importante papel na redução da demanda e na melhora da qualidade de vida da população. CONSIDERA ÕES FINAIS Considera-se de grande valia as orientações preventivas na idade escolar, com intuito de educar cidadãos conscientes e comprometidos com sua própria saúde, proporcionando num futuro próximo uma população com auto responsabilidade, desencadeando menos custos para o município e mais qualidade de vida para os cidadãos em geral, estimulando uma futura geração mais saudável. Precisamos cuidar e promover a saúde e não apenas tratar a doença. Referências Bibliográficas BENINI, J., KAROLCZAK, A.P.B. Benefícios de um programa de educação postural para alunos de uma escola municipal de Garibaldi, RS. Fisioter. Pesqui. vol.17 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2010. BIENFAIT M. Os desequilíbrios estáticos: fisiologia, patologia e tratamento fisioterápico. São Paulo: Summus; 1995. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Promoção da saúde: Carta de Ottawa; Declaração de Adelaide, Declaração de Sundsvall e Declaração de Bogotá. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1986. p.11-8. BUSS P.M. Promoção da saúde e qualidade de vida. Cienc Saude Coletiva. 2000;5(1):163-77. CARDON G., DE BOURDEAUDHUIJ I., DE CLERCQ D.. Back care education in elementary school: a pilot study investigating the complementary role of the class teacher. Patient Educ Couns. 2001;45(3):219-26. CARDON G.M., DE CLERCQ D.L., DE BOURDEAUDHUIJ I.M. Back education efficacy in elementary schoolchildren: a 1-year follow-up study. Spine. 2002;27(3):299305. CARDON G., DE BOURDEAUDHUIJ I., DE CLERCQ D. Knowledge and perceptions about back education among elementary school students, teachers, and parents in Belgium. J Sch Health. 2002;72(3):100-6. DETSCH C, LUZ AMH, CANDOTTI CT, OLIVEIRA DS, LAZARON F, GUIMARÃES LK, et al. Prevalência de alterações posturais em escolares do ensino médio em uma cidade no sul do Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2007;21(4):231-8. FERNANDES, S.M.S., CASAROTTO R.A., JOÃO S.M.A. Efeitos de sessões educativas no uso das mochilas escolares em estudantes do ensino fundamental I. Rev Bras Fisioter, São Carlos, 2008. MOURA, B. M., FONSECA, C. O., PAIXÃO, T. F. Relação quantitativa entre o peso da mochila Escolar x o peso da criança e suas PROMOÇÃO EM SAÚDE 14
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