Jornal COSEMS/SP - Ed. 216

Poste sua foto com a hashtag #congressocosemssp2023 E N T R E V I S T A Flávia Wolf/Divulgação Documentário “Quando Falta o Ar” será exibido no Espaço Gilson Carvalho na Sala Anfiteatro no dia 16/3, às 18h. Venha conferir! “Foi uma experiência muito grande aprender com profissionais do SUS” A íntegra da entrevista com as diretoras está disponível em nosso perfil no LinkedIn. Em 2020, no auge da pandemia de Covid-19, a cineasta Ana Petta e a médica infectologista Helena Petta decidiram fazer um filme mostrando o trabalho dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), que estavam na linha de frente do combate à pandemia em diferentes regiões do Brasil. O resultado foi o documentário “Quando Falta o Ar”, lançado em2022, que se tornou o grande vencedor da 27ª edição do Festival É Tudo Verdade. O filme também figurou na lista de pré-indicados ao Oscar 2023. No bate-papo a seguir, Ana e Helena falam das motivações para produzir, em plena pandemia, um filme que mostra as emoções e importância desses profissionais, além de destacar a relevância do SUS para os brasileiros. Confira! Como surgiu a ideia para o documentário? Ana: O documentário surgiu de uma percepção minha e da Helena de que estávamos vivendo um registro histórico e precisávamos criar uma memória para ele. A partir daí, a Helena, que é médica, começou a entrevistar seus colegas e, assistindo ao material, percebemos que precisaríamos ir aos locais, filmar aquela situação, no calor dos acontecimentos. Assim, em 2020, em plena pandemia e antes da chegada da vacina, saímos a campo em várias regiões do país para gravar com profissionais em diferentes níveis de atenção do SUS. Produzir o filme impactou vocês? Helena: Foi uma emoção muito grande porque escolhemos as regiões que íamos visitar. Fomos para cinco locais diferentes: Atenção Primária em Recife (PE); complexo penitenciário, em Salvador (BA); uma UTI no Hospital das Clínicas, em São Paulo (SP); um hospital municipal, em Castanhal (PA); e uma equipe de saúde que atendia a população ribeirinha no Pará e em Manaus (AM). Foi uma experiência muito grande estar nessas regiões e aprender com esses profissionais do SUS. Como tem sido a repercussão? Ana: Quando nos dedicamos a um trabalho artístico, fazemos o melhor com toda nossa sinergia, mas não esperava essa repercussão. Desde a primeira exibição no Festival É Tudo Verdade, tem sido uma surpresa muito positiva e emocionante a resposta ao filme. Vencemos na categoria longas e médias-metragens. Tambémganhamos outro prêmio no Festival Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), em Florianópolis. E a reação do público também tem sido ótima. Qual a importância dele para os gestores do SUS? Helena: É muito importante porquemostra as diferentes realidades das regiões do país nos níveis de atenção, mas, ao mesmo tempo, mostra como todos esses locais dialogam com os problemas estruturais do SUS. Apesar de termos profissionais muito qualificados, que se dedicam a construir o SUS, ainda contamos com baixo financiamento e problemas de estrutura. Ao assistir a esse filme, temos uma dimensão de como o SUS é importante para aquelas populações e como os profissionais de saúde precisam ser valorizados porque estão ali, no dia a dia, na linha de frente. Ana e Helena Petta 6 Janeiro/Fevereiro 2023 | 216

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