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Por Samantha Cerquetani | Fotos Shutterstock
fazer Compras
pela inter-
net
já faz par te da rotina de muitos
brasileiros e o comércio eletrônico
(e-commerce) vem passando por
constantes evoluções. Mas esse
mercado pode ser considerado re-
lativamente novo no País, principal-
mente no setor de vestuário. Dados
divulgados pela e-bit, empresa com
informações do comércio eletrônico
fundada em 1999, pioneira na reali-
zação de pesquisas sobre hábitos e
tendências de e-commerce no Brasil,
apontam que a moda já é a terceira
categoria com produtos mais ven-
didos por meio da web e no ano de
2013, estima-se que as vendas cres-
çam 35%. Em 2011, ocorreu um cres-
cimento de 26%, o que demonstra
que há um caminho bastante promis-
sor nessa área para empresários, co-
merciantes e consumidores em geral.
“Mas ainda vendemos menos que
os Estados Unidos porque estamos
atingindo a maturidade de países
mais desenvolvidos. Como os con-
sumidores brasileiros já se acostu-
maram a comprar livros e produtos
eletrônicos, eles passam a se sen-
tir mais confor táveis em comprar
outros ar tigos online se o preço,
atendimento e agilidade da entre-
ga, valerem a pena. É só uma ques-
tão de tempo para atingirmos os
mesmos números de países como
os EUA”, diz Ana Mar tini, palestrante
em comércio eletrônico no Senai-SP,
especialista em gestão de negócios
pela Fundação Getúlio Vargas e dire-
tora-geral do Megafashion (shopping
online que oferece soluções de loja
vir tual para gestão, divulgação e
operação de negócios).
O fundador da Ecommerce School e
GSVirtual,MaurícioSalvador,concorda:
“A categoria moda e acessórios saltou
da 16ª para o 3º lugar entre as mais
vendidas no Brasil, em apenas dois
anos. O brasileiro já se sente confian-
te para comprar esse tipo de produto
sem precisar provar”, afirma.
O e-commerce pode favorecer o
setor do vestuário por diversos mo-
tivos. Segundo os especialistas, ele
derruba as barreiras da distância,
tanto para varejo, quanto atacado
e torna-se uma ferramenta ao divul-
gar os produtos, oferecendo um novo
canal de vendas. Dessa forma, um
revendedor não precisa se deslocar
para conhecer as peças ou repor o
estoque, por exemplo. A internet
também proporciona que a divul-
gação ocorra por meio das mídias
sociais, como Twitter, Facebook, e-
-mail marketing e anúncios publici-
tários online. Essas ferramentas são
formas menos custosas para peque-
nos empresários da área, que podem
conquistar novos clientes sem preci-
sar fazer grandes investimentos.
Para Dailton Felipini, consultor, pa-
lestrante especialista em e-commerce
e autor de cinco livros sobre o
assunto, a internet tornou-se
um novo canal de comer-
cialização que vem cres-
cendo continuamente.
“O consumidor compra
cada vez mais pela
web devido à conve-
niência, economia
e sor timento. A in-
ternet oferece uma
variedade de peças
que as lojas físicas não
poderiam comportar”,
explica. De acordo com
uma pesquisa do Institu-
to de Estudos e Marketing
Industrial, realizada em 2012,
96,4% dos consumidores que
usam a rede para adquirir roupas di-
zem estar satisfeitos com as compras.
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