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Revista Vestir
CAPACITAÇÃO
FUTURO
Acredito que os jovens
de hoje têm grande
potencial para se
tornarem empresários
e é crescente o número
de iniciativas que apoiam
jovens empreendedores
(Patrícia Ariane Loschi, de 23 anos,
vencedora do Prêmio Jovem Cientista de 2012)
A vitória proporcionou a ela expe-
riências inesquecíveis. Além, é claro,
de ter o privilégio de receber a placa
das mãos da presidente Dilma. “Todas
essas vantagens obtidas pelo prêmio
serviram para que eu me mantivesse
motivada a continuar na pesquisa e au-
mentou minha crença de que há mui-
tas oportunidades para nós no Brasil
e que há também vários jovens eficien-
tes trabalhando na construção de um
País mais culto e científico.”
Do Brasil para o mundo da moda
Nascida no Brasil, a estilista Paula
Selby Avellaneda, 26 anos, estudou
moda na Academia Real de Antuérpia,
na Bélgica, fez MBA em Indústria de
Luxo no Institut Française de la Mode,
em Paris e hoje vive na Argentina.
Todas essas misturas culturais fazem
dela uma tradução de um verdadei-
ro caldeirão de criatividade e estilo.
Portanto, uma jovem aposta empre-
endedora, mas no universo das passa-
relas. A garota tem ganhado o mundo
com seus dons na área de moda e seu
nome, inclusive, já é conhecido entre
os especialistas da área.
Paula participou recentemente da
prestigiada competição internacional
Hyères International Festival of Fashion.
E por esse talento recebeu o prestígio
de ser convidada pela organização do
Salão Première Brasil, importante even-
to de moda que aconteceu em São
Paulo nos dias 22 e 23 de janeiro. Ela
criou os uniformes que foram utilizados
pelas hostess do salão, além de vir ao
País para participar do encontro.
Segundo ela, sua inspiração para
criar os uniformes foi buscada nas fa-
mílias reais nórdicas, por isso conferiu
uma sensação de monarquia ao desenho
da roupa. O kilt, saia masculina típica
da Escócia, deixou sua marca e ganhou
adaptações ao clima brasileiro. “Embora
eu tenha nascido no País, essa experiên-
cia de ter contato com a moda brasilei-
ra foi inédita. Os uniformes foram feitos
com tecidos e Savyon Renauxview, pro-
dutores brasileiros de alta qualidade e
foram inspirados em uniformes militares
escoceses, o que foi útil para mostrar a
habilidade de escolher tecidos”, conta.
Para isso foram feitos investimentos
em tecidos Lycra, misturado com algo-
dão, permitindo a flexibilidade e leve-
za material, em sintonia com o verão.
Algumas empresas brasileiras e partici-
pantes do evento abraçaram o projeto
e forneceram os tecidos. “Os modelos
valorizam os tecidos sobrepostos, com
mangas longas, porém levíssimas, tra-
zendo cores como nude, azul, verde cla-
ro, laranja e vermelho”, completa.
Mas quando questionada a respei-
to de suas influências no trabalho do
dia a dia, Paula afirma que não tem
uma específica. “Gosto de desenhar
a partir do zero, sem olhar referências
ou algo concreto. Normalmente tento
transmitir um sentimento ou conceito
de roupas através do desenho, então
o resultado pode ser bastante alheio à
ideia inicial”, conta.