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Revista Vestir
conjuntura
cautela
Após 11 meses sem grandes resultados, vestuário tem
dezembro de alta, mas empresários seguem cautelosos
O ano de 2012 não foi
animador
para o setor do vestuário
no Brasil. Pelo contrário. Aumento das
importações, demissões, fechamento
de empresas e de postos de trabalho
foram alguns dos ingredientes que co-
laboraram para chegar a esse cenário.
Mas havia uma esperança entre os em-
presários do setor: a entrada do verão,
que tradicionalmente traz alta no que se
refere às vendas. De acordo com dados
do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), houve sim uma me-
lhora, mas, nada que possa ser conside-
rada uma recuperação do setor.
No último dia 1º de fevereiro, o Sin-
divestuário publicou uma nota oficial
em que fez uma análise moderada e até
preocupada dos números. A indústria de
transformação, por exemplo, acumulou
queda de 2,82% em 2012, e especifi-
camente em dezembro, caiu 3,89% em
comparação ao mesmo mês do ano ante-
rior. No setor têxtil, a queda foi de 4,2% e
a produção física em dezembro foi 1,52%,
menor que em dezembro de 2011.
No que se refere ao setor do vestuá-
rio, o Sindicato cita a conhecida metá-
fora do “copo meio cheio ou meio vazio”.
Em relação à produção, o ano de 2012
pode ser chamado de catastrófico. Em
um comparativo com o ano anterior, a
queda foi de 10,46%. No entanto, o mês
de dezembro apresentou alta de 10,04%,
ainda com base no mesmo mês de 2011.
Isso quer dizer que em um ano com
rendimento razoável, esse resultado
de dezembro poderia ser comemorado.
Mas o Sindivestuário se mostra cau-
teloso em relação ao assunto. “Resu-
Apesar de alta no fim,
2012 não anima setor