HEMO
|
25
janeiro/fevereiro/março 2013
panorama
Na opinião de Marinato, o
The Best of
ISLH
gera oportunidade de intercâmbio,
troca de experiências com médicos que vi-
vem outras realidades, expõe tendências e
motiva a inovação dos laboratórios nacio-
nais. “Mesmo os hematologistas que só se
dedicam à clínica, acabam tendo a oportu-
nidade de assistir palestras sobre diagnós-
tico laboratorial, o que não aconteceria se
o
The Best of ISLH
fosse um evento isola-
do”, afirma Nydia.
Uma das coordenadoras do even-
to
,
ela observa que além de estimular o
senso crítico na interpretação e indica-
ção dos melhores exames laboratoriais,
o
The Best of ISLH
desperta os novos
hematologistas e hemoterapeutas para a
hematologia laboratorial.
Entre os destaques
,
ela ressalta os
avanços no diagnóstico de talassemia e
hemoglobinopatias, apresentados pela es-
pecialista da
Leiden University
(Holanda),
Cornelis Harteveld. “Os diagnósticos pe-
las técnicas de MPLA (
Multiplex Ligation-
dependent Probe Amplification
) para as
deleções desconhecidas da Alpha e Beta
Talassemias, pelas técnicas de ACGH
por
arrays
e o desenho de novas sondas
(
primers
) de PCR nos atualizaram nesse
campo.” Segundo ela, a padronização dos
diagnósticos laboratoriais das hemoglo-
binopatias, realizados por parâmetros he-
matológicos, análises bioquímicas como
eletroforese capilar, HPLC e análises mo-
leculares, são fundamentais no reconheci-
mento atual dessas patologias.
Já Marinato enfatiza a importância da
apresentação de Alexander Kohlmann, do
Munich Leukemia Laboratory,
devido o
alto nível de inovação de seu trabalho com
genômica nas doenças hematológicas ma-
lignas. Na ocasião, Kohlmann abordou o
tema
Doença Residual Mínima em LMA
e apresentou as mutações gênicas nos se-
quenciadores de novas gerações na rotina
diagnóstica e como a análise total do genoma
desses pacientes apresentam consequências
no prognóstico.
Para Nydia, o impacto de novos anti-
coagulantes orais nos pacientes, médicos
e laboratórios, abordado por Charles Eby,
da
University of Washington
(EUA), foi
outro destaque do encontro. Presidente da
ISLH, o especialista abordou as técnicas
de HPLC e espectrometria de massa, tem-
po de trombina diluído e a medida da ati-
vidade dos inibidores diretos da trombina
(
ecarin clotting time
) e os testes do anti-X
ativado, que embora não sejam necessá-
rios na monitorização da rotina, podem ser
úteis nos pacientes que fazem uso das dro-
gas dabigatran e rivaroxaban.
João Carlos de Campos Guerra des-
taca a abrangência da programação cien-
tífica do evento, que promoveu aborda-
gens sobre o controle laboratorial dos
novos anticoagulantes orais e os marca-
dores de imunofenotípicos, citogenéti-
cos e moleculares, como prognóstico de
doenças onco-hematológicas. “Tivemos
a oportunidade de discutir aspectos de
metodologias e qualidade, comparando
com nossos serviços.”
O especialista americano Brent Wood
abordou aplicações da citometria de fluxo
em doenças hematológicas durante
apresentação no
The Best of ISLH
1
2
Citomorfologia de paciente do CHSP
com Leucemia Linfoide Aguda
3
Amostras de soro
1
2
3