HEMO
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janeiro/fevereiro/março 2013
hemo hoje
Por dentro do
Programa Nacional
de Triagem Neonatal
O teste do pezinho identifica as hemoglobinopatias logo
após o nascimento, garante o tratamento adequado e
evita as sequelas provocadas pelas doenças
C
onhecido popularmente
como teste do pezinho, o
exame obrigatório que se
caracteriza pela punção
sanguínea no calcanhar do recém-nascido
realizada logo após o nascimento da crian-
ça, é uma das estratégias para diagnosticar
precocemente doenças congênitas como
anemia falciforme, hipotireoidismo con-
gênito, fibrose cística, fenilcetonúria, hi-
perplasia adrenal congênita, deficiência
de biotinidase e outras hemoglobinopatias
que são, muitas vezes, assintomáticas du-
rante o pré-natal. No Brasil, o Ministério
da Saúde (MS) implantou o Programa
Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) no
Sistema Único de Saúde (SUS) em 2001
com o objetivo de prevenir e reduzir a
mortalidade causada por essas patologias.
Segundo dados do Ministério, a cada
ano, 2,5 milhões de recém-nascidos fazem
o exame de doença falciforme pelo SUS, ou
seja, 85% das crianças que nascem em todo
o Brasil. E atualmente cerca de 30 mil pes-
soas com a patologia estão cadastradas nos
hemocentros, onde são acompanhadas por
profissionais da área da saúde. A iniciativa
conta hoje com 33 serviços de referência
em todo o País e existem mais de 16.200
postos de coleta para o teste do pezinho.
Para Silvia Brandalise, pediatra onco-
-hematologista e presidente do Centro
Infantil Boldrini, a doença falciforme é