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HEMO
janeiro/fevereiro/março 2013
aconteceu
Estudo coordenado por
brasileiro é publicado na
Blood
senvolvidos, que foram adaptadas
às peculiaridades de cada uma das
localidades envolvidas.
“Esse modelo e a maneira com
que conduzimos o estudo são inédi-
tos. A cooperação mostra que somos
capazes de conduzir estudos clíni-
cos de alta complexidade dentro de
nossa realidade, obtendo resultados
semelhantes aos descritos nos países
desenvolvidos”, afirma Rego. “Além
disso, expõe os desafios, pontos fra-
cos e dificuldades da promoção de
ciência no Brasil, em termos de fi-
nanciamento e realidade do funcio-
namento de sua rede pública, entre
outros itens, ao mesmo tempo que
destaque
Estudo multicêntrico, organizado
como consórcio internacional entre
países em desenvolvimento e desen-
volvidos, mostrou que por meio do
networking
e da educação médica é
possível obter resultados promissores
e, sobretudo, semelhantes, no âmbito
do resultado terapêutico e da quali-
dade dos cuidados empreendidos em
casos da onco-hematologia, em espe-
cial a leucemia promielocítica aguda
(LPA). Trata-se de uma doença-alvo
da pesquisa devido à sua gravidade,
com elevado índice de mortalidade
precoce, porém de bom prognóstico
se detectada e tratada em fase inicial.
Publicado no dia 14 de janei-
ro na revista
Blood
(fator de im-
pacto 9.8), periódico científico de
referência mundial na especiali-
dade da Sociedade Americana de
Hematologia (ASH, sigla em in-
glês), o manuscrito
Improving acute
promyelocytic leukemia (APL)
outcome in developing countries
through networking, results of the
International Consortium on APL
,
foi coordenado pelo pesquisador
brasileiro do Centro de Terapia
Celular do Hemocentro de Ribeirão
Preto (CTC-HRP), o hematologista
Eduardo Rego, sendo o laboratório
de referência o de Ribeirão Preto.
Segundo Rego, o Consórcio
Internacional da LPA foi criado com
o objetivo de estabelecer uma rede
entre países em desenvolvimento
que pudessem trocar experiências
e dados de seus pacientes, e rece-
ber apoio de grupos de referência
da Europa e Estados Unidos. Para
tanto, foram estabelecidas diretrizes
baseadas em protocolos e estudos
clínicos de sucesso nos países de-
Estudo multicêntrico, coordenado pelo hematologista Eduardo Rego, foi publicado em janeiro na
Blood.
Fotos: ©
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Thiago Teixeira
/ RS Press
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o coloca num patamar diferenciado
em relação aos demais países em de-
senvolvimento”, conclui
Outras seis instituições brasi-
leiras de referência participam do
Consórcio: Unicamp, Faculdade
de Medicina da Santa Casa de
São Paulo, Fundação Hemope
(Pernambuco);
Universidades
Federais de São Paulo, do Paraná
e Minas Gerais. Completam a lista
México, Chile e Uruguai, além de
instituições dos Estados Unidos e
Europa. Confira na próxima edição
da
Hemo em revista
uma entrevista
exclusiva com o editor da
Blood,
Bob Löwenberg.