medicina nuclear em revista
| Jan • Fev • Mar 2013
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o especial ista
Sim. Além de os serviços emmedi-
cina nuclear terem aumentado con-
sideravelmente, está ocorrendo um
maior interesse por parte dos resi-
dentes, que buscam na medicina
nuclear uma especialização. Além
do aumento nos concursos de resi-
dência nessa área médica, eles estão
cada vez mais concorridos.
Portanto, se há atração pela carreira
é porque há mercado.
Quais dificuldades os especialistas
da área de hematologia enfrentam
no Brasil para usar as modernas
tecnologias oferecidas pela MN e
imagem molecular?
A grande dificuldade é o acesso a
essa tecnologia, pois ela não é uni-
versal. Logo em seguida, há a ques-
tão do custo, afinal há novos proce-
dimentos de medicina nuclear, como
o PET e alguns tratamentos que não
são cobertos pelo Sistema Único de
Saúde (SUS) e também não estão
incluídos em boa parte dos planos
de saúde. Apenas algumas indica-
ções de PET entraram recentemente
no rol da ANS, mas até pouco tempo
os exames eram pagos pelos pró-
prios pacientes.
Comparando com outros países,
acredita que existe uma defasagem
na quantidade de exames realizados?
Não tenho dúvida que fazemos
menos exames envolvendo a medici-
na nuclear do que outros países.
Principalmente se compararmos
com a América do Norte e Europa.
Agora em termos de tecnologia não
temos defasagem, os profissionais
estão atualizados e são competitivos
em termos internacionais.
Como o senhor avalia a formação
oferecida nesta área pelos cursos
de medicina?
Não há muito ensino de medicina
nuclear no Brasil nas graduações.
Porém, as residências são muito
boas, principalmente em grandes
centros. Nesses locais há a formação
de ótimos especialistas, pois há tec-
nologia e professores especialistas
emmedicina nuclear.
Qual a importância da
participação de representantes da
Sociedade Brasileira de Medicina
Nuclear em eventos como o congres-
so da Associação Ítalo-Brasileira de
Hematologia (AIBE)?
AAIBE é uma entidade de coopera-
rão científica, formada por umgrupo
de interesse entre brasileiros e italia-
nos, como objetivo de trocar conheci-
mentos e informações sobre o tema.
Dr. Darío se apresentou na AIBE e
mostrou que a SBMN reconhece a
importância das parcerias. Esses
encontros são ótimos para unir e bus-
car ligações comoutras associações.
Há uma cooperação estreita compes-
quisadores brasileiros e europeus na
utilização do PET. Os benefícios são
mútuos e todos têma ganhar. A
ABHH estará sempre ao lado da
Sociedade Brasileira deMedicina
Nuclear (SBMN) no que envolver a
cooperação científica e educacional e
de extensão nessas áreas comuns.
Qual sua opinião sobre o lançamen-
to de uma revista que trate sobre
medicina nuclear no Brasil?
Todas as revistas – sejam elas cientí-
ficas, jornalísticas ou segmentadas
– são bem-vindas. Educar e infor-
mar são fatores muito importantes.
Mas é um desafio, pois a publicação
precisa ter qualidade editorial e con-
tar com o empenho de toda uma
equipe. No Brasil há poucos pesqui-
sadores que se interessam em publi-
car seus estudos e essas revistas ser-
vem de incentivo. A Revista
Brasileira de Hematologia e
Hemoterapia (RBHH), científica, e a
Hemo em revista, publicação jornalís-
tica setorial, ambas da ABHH, exigi-
ram empenho e tivemos dúvidas
internas sobre como fazê-las crescer.
Acredito que o primeiro desafio é
definir o público-alvo e o perfil da
revista, pois o conteúdo precisa esti-
mular o conhecimento na área. No
nosso País, infelizmente, há pouco
incentivo se compararmos comas
revistas internacionais. A importância
da revista paramim é indiscutível.
Conheço o trabalho do Dr. Darío e
sei de sua enorme competência e
capacidade profissional. Sendo
assim, não tenho dúvida que será
uma revista de alto nível e gerará
resultados de qualidade.