Abr • Mai • Jun 2013 |
medicina nuclear em revista
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o especial ista
Tecnologia e
desenvolvimento
Para o presidente da CNEN, Angelo Padilha,
o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB),
que está sendo construído em São Paulo,
aumentará a demanda por exames nucleares,
assim como os recursos e a garantia de
disponibilidade de material para o usuário
por
samantha cerquetani
Em dezembro do ano passado, o
governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin, assinou a declaração de
utilidade pública de um terreno em
Iperó, município do interior paulis-
ta, que abrigará o primeiro Reator
Multipropósito Brasileiro (RMB).
Após sua construção, prevista para
o ano de 2017, novos insumos pode-
rão ser produzidos no Brasil, geran-
do segurança no fornecimento dos
radiofarmácos. O presidente da
Comissão Nacional de Energia
Nuclear (CNEN), Angelo Padilha,
em entrevista à Medicina Nuclear em
revista, expõe sua opinião sobre
como esse fato dará novo impulso à
área e auxiliará no desenvolvimento
da medicina nuclear. Para ele, o
RBM é um grande avanço, que gera-
rá maior acesso e melhor qualidade
de vida para os brasileiros.
De acordo como especialista, a partir
do RMB o Brasil será capaz de produ-
zir e atender emquantidades alémdas
que hoje são consumidas, o que dará
confiança e sustentabilidade para a
MN avançar e aumentar os postos de
aplicação desse insumo: “ORMB for-
talecerá amedicina nuclear, estimu-
lando o crescimento de seus recursos.
Isso possibilitará o atendimento de
mais pessoas, ou seja, a atuação social
serámelhor nessa questão para a
área. É importante ressaltar que o
Reator tem esse cunho social”.
Formado em engenharia de mate-
riais pela Universidade Federal de
São Carlos (UFSCar), em 1974,
Padilha iniciou suas atividades pro-
fissionais no Instituto de Energia
Atômica (IEA), atual Instituto de
Pesquisas Energéticas e Nucleares
(IPEN). Ele também foi pesquisador
visitante no Centro Nuclear de
Karlsruhe, no Instituto Max Planck
de Stuttgart, na Universidade do
Ruhr de Bochum (localizadas na
Alemanha) e professor visitante na
University of Wales Swansea, Reino
Unido, tendo atuado ainda como
professor da Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo (USP).
Trabalhando em pesquisa, desen-
volvimento e inovação de materiais
para reatores nucleares há mais de
35 anos, ele projetou o primeiro rea-
tor nuclear brasileiro de potência
(para propulsão nuclear). Confira a
entrevista completa a seguir: