medicina nuclear em revista
| Abr • Mai • Jun 2013
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o especial ista
De que maneira o Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação
(MCTI) tem procurado interagir
com o Ministério da Saúde e com
seus departamentos sobre a questão
do uso do poder de compra do SUS
para conseguir aumentar a escala
dos medicamentos produzidos com
o auxílio do reator?
OMinistério da Ciência, Tecnologia e
Inovação e o Ministério da Saúde
sempre trabalharam juntos nessa
questão, tanto no que se refere ao for-
necimento dos radiofármacos quanto
agora, com esse projeto do RMB. Ele
já faz parte da agenda de cooperação
entre os dois Ministérios, até mesmo
no que se refere ao equacionamento
financeiro do empreendimento, que
contará com recursos orçamentários
de ambas as partes.
Qual sua opinião sobre a possibili-
dade de implementar políticas de
incentivo à produção de radioisóto-
pos e cíclotrons no Brasil?
É muito importante por parte de
todos os envolvidos. Ao construir o
RMB, a CNEN já está no âmbito
dessa política. Essa é uma função
constitucional da Comissão.
Inclusive o desenvolvimento e a
operação de reatores para a produ-
ção de radioisótopos são monopólio
da União. Jáoscíclotrons não são
mais ummonopólio, podendo ser
instalados e operados pela iniciativa
privada. Essa descentralização
favorece a ampliação do uso e o
atendimento à sociedade, enquanto
a CNEN pode se dedicar mais à pes-
quisa e inovação, garantindo o
desenvolvimento de novas aplica-
ções, seja por intermédio da produ-
ção em cíclotrons, seja em reatores.
Porém, mesmo com a diminuição da
produção por parte da CNEN, a ino-
vação e a pesquisa continuam a ser
bastante incentivadas na instituição,
que mantém a política de inovação e
de continuar o desenvolvimento de
metodologias e de novos elementos
utilizando cíclotrons.
Em relação ao trabalho de pesquisa
e inovação, como a CNEN pode
contribuir com o Governo?
A pesquisa, a inovação e o cresci-
mento da medicina nuclear não
dependem apenas do insumo, mas
também do profissional, de novas
técnicas e da maior interação entre a
técnica e o insumo.
A CNEN colabora desenvolvendo
novos elementos e o interessante
disso é sempre articular a parte da
aplicação médica com o desenvolvi-
mento do insumo. Ou seja, é um tra-
balho a ser feito em estreita coope-
ração entre as duas partes.
Se
tivermos uma
capacidade
de produção
sustentável
e com
garantias,
poderemos
dar
confiança
ao SUS para
continuar
investindo na
ampliação do
atendimento
com radiofár-
macos