medicina nuclear em revista
| Abr • Mai • Jun 2013
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cobertura
à partir da esquerda: Primeiro dia
da Jornada foi dedicado a um curso
hands on;
Área expositiva também
contou com espaço para pôsteres
;
e Victor Gerbaudo, diretor do
Programa de Medicina Nuclear e
Imagem Molecular do
Brigham &
Women’s Hospital
e professor
assistente de Radiologia da
Harvard Medical School
teia, por meio de um sistema em
rede das estações de trabalho. Foi
revisada a sequência de análise do
exame cardíaco, os achados mais
significativos e como reconhecer os
artefatos mais frequentes.”
Segundo o especialista, o PET car-
diológico tem crescido muito nos
Estados Unidos, onde mais de 150
centros já realizam o exame. Isso
porque os novos radiotraçadores
surgiram para permitir que se faça a
imagem de perfusão miocárdica com
PET: “Ométodo permite um diag-
nóstico mais acurado, possibilitando
a quantificação absoluta do fluxo car-
díaco. Nele você mede o que está ven-
do e com precisão consegue fugir de
armadilhas como a isquemia balan-
ceada, que é um problema na prática
com SPECT e PET”, explica.
O vice-presidente afirmou ter
ficado satisfeito com o curso, pois
havia na plateia desde jovens resi-
dentes até médicos nucleares com
mais de 30 anos de experiência.
“Para mim a parte prática é funda-
mental. É muito importante poder
estar em uma sala de aula, proces-
sando o exame, vendo as dificulda-
des, ouvindo quais são os erros mais
comuns, as maneiras de fazer as
melhores imagens. Foi uma iniciati-
va excelente de toda a equipe de
organização da Jornada”.
Operíodo da tarde foi dedicado a
umworkshop emPET/CT e SPECT/
CT, ministrado por Heitor Naoki Sado,
médico nuclear do InRad - Hospital
das Clínicas da FMUSP e do Instituto
do Câncer de São Paulo (ICESP), e
durante todo o diamais de 80 pessoas
participaramdo curso hands on.
Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina da Universidade de São
Paulo (HC-FMUSP), esse tipo de
curso começou no ano de 2011 com
análises de PET cerebral.
“Em palestras normais, apresen-
ta-se a teoria mostrando resultados
de publicações. Mas esse tipo de
curso é interessante porque os par-
ticipantes podem interagir, proces-
sando as imagens mais de perto,
além de ouvir dicas de como os
médicos palestrantes agem em
determinadas situações”, diz Carla.
Workshops
Na sessão da manhã, o vice-presi-
dente da SBMN e responsável pela
disciplina de graduação do curso de
medicina nuclear e imagemmolecu-
lar da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Cláudio Tinoco
Mesquita, ministrou um workshop
em cardiologia nuclear que abordou
aspectos relacionados a perfusão
miocárdica, ventriculografia radio-
nuclídica e cintilografia com
123IMIBG. “Foram demonstrados
casos para processamento e revisão
de imagens em conjunto com a pla-