Página 19 - Revista Medicina Nuclear 3

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medicina nuclear em revista
| Jul • Ago • Set 2013
19
capacitação e mercado
As instituições
governamentais
de regulação
atualizam as
normas com
frequência,
e a SBMN se
prontifica a
promover
cursos de
atualização
para
acompanhar
a evolução da
especialidade
tipos de artefatos que podem
surgir em uma imagem cintilo-
gráfica caso haja algum proble-
ma relacionado à marcação dos
radiofármacos. Na apresenta-
ção, ela enfatizou a importância
de o profissional que atua em
serviços de medicina nuclear ter
ciência sobre a distribuição do
radiofármaco no corpo do
paciente para saber identificar
os artefatos. A especialista em
radiofarmácia Marycel Figols
abordou os fundamentos da
Garantia da Qualidade na
Medicina Nuclear - RDC 38 e
revisou alguns conceitos da
radiofarmácia e suas divisões.
Diretamente de Salvador
(BA), o físico especialista em
medicina nuclear Daniel Coiro
da Silva conduziu a palestra
Instrumentação e Controle de
Qualidade - Gama Câmara e
Calibrador de Dose. Segundo ele,
o primeiro controle de qualida-
de em medicina nuclear é a mar-
cação. “Quando o paciente pro-
cura um serviço de medicina
nuclear com um pedido de cinti-
lografia miocárdica, ele está te
entregando, direta ou indireta-
mente, o que tem de mais
importante: sua vida”, expôs.
Coiro advertiu que se a marca-
ção for errada, pode gerar arte-
fatos capazes de comprometer o
tratamento do paciente.
“Físicos, tecnólogos, farmacêu-
ticos, biomédicos e médicos têm
um compromisso social com a
vida, então eles têm que cum-
prir esse papel da melhor
maneira possível”, afirmou.
Já o físico médico Renato
Dimenstein discorreu sobre con-
ceitos de controle de qualidade
de PET/CT durante a palestra
Instrumentação e Controle de
Qualidade - PET/CT. O especia-
lista abordou as bases físicas de
CT e de PET-Scan simultanea-
mente e enfatizou que poucos
tecnólogos, biomédicos, médi-
cos, físicos e outros profissionais
que atuam em serviços de
medicina nuclear entendem
de PET-Scan ou de CT.
Na palestra sobre Aquisição
de Imagens – Estáticas, Dinâmicas,
SPECT e PET, o biomédico
Sildomar Cardoso de Lima dis-
correu sobre os princípios e as
técnicas de aquisição de imagens
estáticas,dinâmicase tomográfi-
cas. O médico Guilherme de
Carvalho Campos Neto apresen-
tou as Noções de Processamento de
Imagem e Solange finalizou a
programação com palestra sobre
Gestão da Qualidade – Notificação,
Investigação e Eventos Adversos.
Para balizar o aproveitamen-
to do curso, Solange explica que
foram aplicadas duas avaliações.
No início, os participantes tive-
ram 20 minutos para responder
a um teste com questões relacio-
nadas à programação. Ao final,
responderam às mesmas per-
guntas do exame inicial e a orga-
nização conseguiu assim avaliar
o conhecimento absorvido
durante a atualização.
George Barberio Coura Filho,
1º secretário da SBMN