DIIálogo - Ed. 01

Hoje, aos 73 anos de idade, o médico, que integra a Comissão de Defesa e Ética do GEDIIB, lembra sua história no estudo e pesquisa neste campo. “Trabalhei anos e anos com esse tema”, conta Pontes. O médico foi responsável pela criação do primeiro ambulatório especializado em DIIs no estado do Rio de Janeiro, ambulatório que hoje faz parte da UFRJ. Junto da Dra. Silvia Vargas, ele escreveu e publicou, em 1991, o livro “Doenças Inflamatórias Intestinais Idiopáticas”, um dos primeiros livros no País sobre o assunto. O interesse pelas DIIs começou ainda no perío- do da sua graduação e se tornou o foco principal de sua carreira após a ida para a Inglaterra. “Na época em que fiz meu doutorado em Oxford, pude estudar com o Dr. Sidney Truelove. Ele foi uma grande inspi- ração para mim dentro do campo das DIIs”, destaca. Os trabalhos do Dr. Truelove, inglês falecido em 2002, mudaram radicalmente a visão da colite ulcerativa até então estabelecida e do que mais tarde seria cha- mada de DII. Trajetória no GEDIIB Dr. Pontes ocupou diversos cargos de coordenação em entidades públicas, privadas e associativas. Em 2000, omédico foi escolhido comomembro titular, da cadeira de nº 5, da Academia Nacional de Medicina (ANM). Atualmente, ele atua como professor titular na Fundação Técnico-Educacional Souza Marques (FTESM) e segue trabalhando em sua clínica locali- zada em Botafogo, bairro carioca. No GEDIIB, ele fez parte da primeira diretoria. “O presidente era o Dr. Aytan Sipahi. A primeira reunião que fizemos foi no Guarujá, no começo de 2002. Fiz parte da diretoria em várias gestões. Trabalhei com o Dr. Adérson Damião, com o Dr. Sender, até que finalmente entrei para a Comissão de Defesa e Ética”, lembra. O gastroentero- logista destaca ainda o trabalho de compliance rea- lizado com o apoio da Comissão de Defesa e Ética, a qual ele se juntou entre a gestão do Dr. Adérson e a atual gestão do Dr. Rogério Saad. Em relação aos desafios no campo das DIIs para os próximos anos, Pontes avalia que há uma série de questões para acompanhar nos próximos anos. “É um campo muito aberto. Em minha visão, o campo da microbiópsia no processo da inflamação intesti- nal apresenta uma série de questões que estão sem respostas. Tem fenômenos que precedem a sintoma- tologia clínica da DII e precisamos entender. Mais do que estudar a área de medicamentos, continuamos com um problema: como a doença acontece”, pontua o gastroenterologista. Abaixo, o Dr. Pontes junto com o Dr. Sidney Truelove (à esquerda), médico inglês referência em sua carreira; ao lado, diploma de Doutorado em Oxford Arquivo pessoal 29 Julho/Setembro 2020

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