Revista Plastiko's #223

PLASTIKO‘S JAN-MAR 2020 38 Futuro nas mãos. Por DANIELE AMORIM MEU PRIMEIRO CONSULTÓRIO É NATURAL QUE O CIRURGIÃO PLÁSTICO QUEIRA TER SEU PRÓPRIO ESPAÇO PARA ATENDER SEUS PACIENTES. MAS POR ONDE ELE DEVE COMEÇAR? A formação para se tornar um médico cirurgião plástico no Brasil exige dedicação e anos de estudo. As etapas passam pelos seis anos de graduação do estudante em medicina e pela realização das duas residências médicas necessárias, os dois ou três anos de residência em cirur- gia geral e os três anos em cirurgia plástica em uma ins- tituição reconhecida pelo Mi- nistério da Educação (MEC) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Mas um detalhe chama a atenção ao final da jornada: será que esse jovem cirurgião plástico sai da faculdade com conhecimentos sobre gestão para conseguir abrir o pró- prio consultório? Quais os desafios nessa nova etapa em que, além de médico, ele pre- cisará ser empreendedor? “Nossos professores de 20 anos atrás erammédicos em sua essência. Iampara o hospi- tal e atendiamseus pacientes. Hoje, o cirurgião plástico precisa ser administrador, marqueteiro e recursos humanos”, explica o coorde- nador dos Capítulos da Socie- dade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Ricardo Boggio. Apesar de temas como gestão e estruturação de uma clínica de cirurgia plástica não integraremos currículos das faculdades de medicina, eles são fundamentais para o jovem cirurgião. Aprimeira coisa que ele deve pensar ao optar por ter o próprio consultório é nivelar suas expectativas. “Énatural que umcirurgião GETTYIMAGES

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