Revista Plastiko´s #226
PLASTIKO‘S 32 Reportagem. determinar o melhor método de triagem de pacientes an- tes da cirurgia de implante mamário e para determinar quais pacientes, se desenvol- verem BII posteriormente, têm probabilidade de me- lhorar com a remoção do im- plante”, observou a ASPS em documento do ano passado. Para melhorar, mas não substituir a discussão médi- co-paciente sobre os benefí- cios e riscos dos implantes mamários, que pertencem exclusivamente a pacientes individuais, a FDA emitiu, no ano passado, uma orienta- ção final para a rotulagem de implantes mamários e deter- minou que as caixas devem conter três informações aos pacientes: que os implantes não são vitalícios, que os implantes texturizados estão associados ao BIA-ALCL e que os pacientes devem ser informados de que há relatos de pacientes com implantes que têm reportado uma série de sintomas sistêmicos. “O que falta é fazer esse link do implante mamário com todo esse conjunto de sintomas. Talvez existam algumas pacientes que, por alguma questão imunológica, estejam predispostas a desenvolver algum sintoma adverso”, afirma a Dra. Anne. A cirurgiã plástica cita um estudo canadense (dis- ponível entre os artigos sugeridos para leitura nesta reportagem), que avaliou 100 pacientes submetidas à explante, para mostrar que a questão do BII ainda se- gue uma pergunta em aber- to para a ciência. Elas foram divididas em três grupos de acordo com a melhora dos sintomas. No grupo 1, houve melhora em 80% dos sinto- mas físicos, enquanto, no grupo 2, houve melhora dos sintomas por um período e retorno dos sintomas após 6-12 meses. Já no terceiro grupo não houve melhora dos sintomas físicos após o explante. “Os dados apontam que algumas pacientes melho- ram, outras não e outras melhoram transitoriamen- te. A grande questão que precisamos responder é se o implante de silicone está, de fato, causando sintomas nocivos e como podemos determinar quem são as pacientes mais suscetíveis a desenvolver estes sintomas sistêmicos”, avalia. No Brasil, a SBCP, por meio do Capítulo de Implan- tes e Biomateriais, deu início este ano a um estudo lidera- do pelo Dr. Denis Valente, de Porto Alegre, que unirá ci- rurgiões plásticos que fazem explantes para obter dados nacionais sobre o tema. O Dr. Ricardo Miranda, membro da entidade, publicou recen- temente na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) um estudo no qual avaliou o explante em bloco de pró- tese mamária de silicone na qualidade de vida e evolução dos sintomas da síndrome ASIA. Foram analisadas 15 pacientes com síndrome ASIA e submetidas à ex- plante da prótese de mama e reconstrução com mas- topexia. Durante o acom- panhamento de 12 meses, elas foram avaliadas quanto É preciso acolher as pacientes que procuram o explante, mas sempre à luz da ciência. A relação da prótese de mama e ASIA ou doenças reumáticas ainda é inconclusivo Dr. Ricardo Miranda, autor de um estudo recente sobre Síndrome ASIA e explante
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