Revista Plastiko´s #226
47 PLASTIKO‘S BANCOS DE PELE dia de Porto Alegre, foram apenas 24 doadores de pele. No mesmo período de 2019, o número chegou a quase 50 doadores. Em 2019, o Ban- co de Tecidos do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie teve 10 doadores, enquanto que, em 2020, esse número caiu para cinco. “Os estoques sempre foram pequenos, mas pio- raram com a pandemia, e todos os transplantes de órgãos no Brasil diminuí- ram. Então, não consegui- mos atender a demanda nacional por pele”, explica o Dr. Eduardo Chem. Ele ressalta que, a cada cinco ou seis doadores de múltiplos órgãos, em apenas um dos casos a família autoriza a doação também da pele. Há duas razões que explicam essa baixa aceitação de doa- ção de peles: o preconceito e a falta de informação. “Os familiares de doadores cos- tumam aceitar doar o cora- ção, pulmão ou fígado, entre outros órgãos, mas, quando se fala da pele, existe resis- tência. A pele é retirada de locais que jamais ficariam visíveis no velório. Não tem mutilação ou deformação alguma do cadáver e preci- samos desmistificar isso”, reforça o Dr. Pedro Coltro. Todos os anos, campa- nhas de informação são realizadas para informar corretamente a população sobre a importância de doar pele, os impactos para o doador e os benefícios que são levados para as pessoas que recebem as doações. “Doar pele salva vidas. É um ato muito bonito que a família pode fazer. A doação não descaracteriza em nada o corpo do doador e pode salvar a vida de um ou dois pacientes com queimaduras graves”, esclarece o Dr. Victor Lima. Imagens do Banco de Pele do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba (PR) FOTOS: DIVULGAÇÃO
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