Revista Plastiko´s #226
53 PLASTIKO‘S Atualidades científicas redundância após o explante. Após aumento mamário, a vascularização do complexo areolopapilar é mantida pelas perfurantes mediais provindas da artéria torácica interna e laterais provindas da artéria torácica lateral. A espessura do tecido é um fator importante para a preservação da vascula- rização. AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA Educação da paciente A avaliação pré-operatória deve focar em educar a paciente em quatro tópicos relevantes sobre explante e contorno da mama. A paciente deve entender as mudanças no volume mamário ao longo do tempo: antes do aumento mamário, atual e após o explante. A paciente deve entender que a mama sofreu alterações decorrentes do enve- lhecimento desde a cirurgia inicial e que a forma e volume mamários, anteriores à inclusão dos implantes, não serão restau- rados com o explante. Após entender esses conceitos básicos e aceitar a necessidade de uma cirurgia de revisão após o explante, o foco da discussão deve mudar para informar a paciente sobre as opções de contorno mamário e volumização da mama. Nem todas as pacientes desejam realizar um procedi- mento adicional no momento do explante e o cirurgião deve estar ciente disso para que a paciente não se sinta pressionada a fazer um procedimento adicional. Se a paciente estiver disposta a realizar um procedimento adicional no mesmo tempo, o cirurgião deve entender a moti- vação da paciente em realizar mastopexia e, consequente- mente, cicatrizes a mais. Finalmente, o cirurgião deve fazer o consentimento informado sobre lipoenxertia como uma opção de uso de tecido autólogo para restaurar volume. Restau- raçãodevolume comlipoenxertia é uma opção tanto para cirurgias reparadoras quanto estéticas em mama. Preocupações relacio- nadas à segurança oncológica já foram previamente investigadas e devem ser discutidas com a paciente como parte do consen- timento informado. Enxerto de gordura nas mamas não aumenta o risco de desenvolver neoplasia de mama ou recidiva de câncer de mama. O uso de lipoenxertia em cirurgia estética de mama tem trazido resultados satisfatórios. Possíveis complicações associadas à enxerto de gordura incluem cistos de gordura, calcificações e nódulos, que representam necrose gordurosa. O uso de técnica apropriada para coletar, preparar e enxertar aumentam a integração do enxerto e diminui complicações. Avaliação da paciente Critério previamente publicado por Rohrich e Parker incluem (1) ptose pré-operatória, (2) quan- tidade de tecido recobrindo o implante, (3) tamanho da aréola, (4) tamanho e posição do implante e (5) grau de elasti- cidade da pele. O grau de ptose determina se a paciente é uma candidata a melhorar o contorno mamário. A espessura do parên- quima residual determina a segurança de realizar a melhora do contorno mamário no mesmo tempo do explante. Isso pode ser avaliado por “pinch test” supe- rior e inferior, sendo 4 cm o valor mínimo para se ter segurança. Todas as pacientes são candidatas a restauração do volume com lipoenxertia e devem ser avaliadas quanto às possíveis áreas doadoras. As pacientes que serão submetidas à enxerto de gordura devem realizar mamografia prévia para tê-la como base antes do enxerto. CONDUZINDO A PACIENTE DO EXPLANTE Pacientes com implantes mamá- rios podemser submetidos a uma das quatro condutas: (1) explante, (2) explante com restauração do volume, (3) explante com restau- ração do contorno e (4) explante com restauração do contorno e volume. Explante O objetivo do explante é a reti- rada do implante mamário sem rompê-lo. A cápsula pode ser mantida ou retirada parcial ou completamente. Atualmente, existem duas indicações para capsulectomia total, as quais são: contratura capsular Baker 3 ou 4 com calcificações palpáveis, com ou sem ruptura do implante, e
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