Revista Plastiko´s #226

55 PLASTIKO‘S Atualidades científicas Identificar as costelas sucessivamente funciona como um guia para o contorno da caixa torácica. Ao final do explante, o peitoral maior deve ser reinserido na caixa torácica a fim de restaurar sua função. Se houver muita retração muscular no sentido cranial, pode ser necessária a sepa- ração do músculo da glândula mamária para poder reinserir o peitoral na caixa torácica. Ter múltiplos planos pode favo- recer a formação de seroma. Quando se realiza capsu- lectomia parcial, sugerimos que seja feita a capsulectomia anterior porque a posterior pode ter mais complicações. Em todas as cirurgias de explante, devem ser colocados drenos de sucção em sistema fechado na loja em implante para que seja feito pressão negativa e para diminuir a formação de seroma. Quando o implante está em posição subglandular e o tecido adja- cente é fino, a dissecção deve ser cuidadosa para evitar lesão térmica no tecido, o que pode levar a necrose de pele e aréola. v O objetivo do remodela- mento do contorno mamário após explante é melhorar a forma da mama e posicionar adequadamente a aréola. Rohrich et al. publicaram um algoritmo que se baseava principalmente no grau de ptose pré-operatória, quanto a aréola precisa ascender, tamanho da aréola, espes- sura do parênquima. Como foi citado anteriormente, a decisão de se fazer o remodelamento da mama de maneira estagiada é baseada em três critérios: (1) tabagismo, (2) elevação da aréola mais que 4 cm e (3) espes- sura do parênquima menor que 4 cm. Se a paciente tiver um ou mais desses critérios, é reco- mendado que o procedimento seja estagiado com pelo menos três meses de intervalo entre eles. Restauração do volume Lipoenxertia autóloga pode ser realizada em tempo único ou estagiado. Idealmente é realizada no mesmo tempo do explante porque os tecidos estão previamente expandidos e têm área maior para ser reali- zada, mas pode também ser realizada em conjunto com a mastopexia se esta for em um segundo tempo. Não é reco- mendado que o enxerto de gordura seja realizado antes da mastopexia. Trabalhos de Spear et al. e Coleman e Saboeiro avaliaram o uso de enxerto de gordura tanto para cirurgia estética como reconstrutiva e concluíram que é eficiente e seguro. Em 2009, a task force de enxerto de gordura da Socie- dade Americana de Cirurgia Plástica concluiu que o enxerto de gordura pode ser conside- rado para aumento mamário e correções de deformidades associadas às condições médicas e cirurgias mamárias prévias. No entanto, os resul- tados dependem da técnica utilizada e da experiência do cirurgião. Apesar dessa afirmação, as preocupações relacionadas à segurança de lipoenxertia incluem: (1) possível inter- ferência com detecção de neoplasia por mamografia ou ressonância magnética; (2) o papel de células-tronco deri- vadas de tecido adiposo na recorrência do câncer; e (3) potenciais complicações como infecção, dor, cistos e necrose gordurosa. Detecção de câncer Estudos prévios demons- traram que não há evidência científica de que o enxerto de gordura interfere com detecção de câncer de mama. Rubin et al. demonstraram que aumento mamário com lipoenxertia não resultou em aumento signifi- cativo na formação de cistos ou microcalcificações após um ano de cirurgia quando compa- rado à mamoplastia redutora. Além disso, um estudo retros- pectivo, que avaliou os achados radiológicos após lipoenxertia em mamas, não teve alteração significativa em densidade de tecido mamário. Recorrência de câncer A preocupação pela recidiva do câncer com enxerto de gordura apareceu devido a estudos experimentais que mostraram que células-tronco derivadas de tecido adiposo e fatores de cres- cimento, derivadas de tecido

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