Revista Plastiko´s #226
PLASTIKO‘S 56 Atualidades científicas adiposo, modulam o compor- tamento de câncer de mama em modelos animais. Um estudo retrospec- tivo recente mostrou que não houve diferença significativa na taxa de recorrência locor- regional após cinco anos de seguimento de 300 pacientes reconstruídas com enxerto de gordura em comparação com o grupo controle. Dois estudos recentes demonstraram que lipoenxertia é oncologicamente segura no câncer de mama quando usada como prin- cipal técnica de reconstrução mamária ou se usado em asso- ciação com outra técnica. Taxa de complicação Spears et al. fizeram uma meta- nálise com 36 artigos (n=4.306 pacientes) para determinar as complicações de enxerto de gordura em cirurgia mamária, assim como sua segurança e eficiência. Dezoito artigos repor- taram cisto mamário, necrose gordurosa e infecção. Apesar da variação do método de imagem, a incidência de cisto mamário foi de 4,5%, necrose gordurosa foi de 6,2%, o qual parece ter relação com o volume de gordura enxertado. O volume de gordura integrado (medido por diferentes métodos de imagem) variou entre 39% e 77% após 6 a 12 meses de seguimento. Reoperação foi comum, sendo que 7 estudos reportaram pelo menos 30% das pacientes tendo um enxerto de gordura secundário. Uma revisão sistemática reali- zada por Groen (17 estudos; n=3.409 pacientes) confirmou esses resultados. A incidência de cisto mamário, necrose gordu- rosa e calcificações foi de 3,3%, 6,6% e 4,4%, respectivamente, após 34,5 meses de seguimento em média. Outras complica- ções incluíam dor persistente, hematoma, disestesia (7,7%), um caso de pneumotórax e taxa de infecção de 0,9% Pacientes submetidas a aumento mamário com uso de enxerto de tecido adiposo necessitam avaliação cuidadosa e tratamento adequado para complicações no pós-operatório. Os sintomas de necrose gordu- rosa, cistos ou calcificações, incluem dor ou irregularidade palpável. Exames de imagens após lipoenxertia apresentam alterações semelhantes àquelas encontradas após outros tipos de cirurgias mamárias. Ultrassonografia é recomen- dada para diferenciar cistos de outras massas sólidas. Cistos são descritos usualmente como lesões hipoecóicas ovais e áreas anecóicas com paredes regu- lares. A ressonância magnética é o melhor exame para investigar massas sólidas e fazer o diag- nóstico diferencial de necrose gordurosa. Calcificações após lipoenxertia são observadas em mamografia. Essas alterações benignas são facilmente diferen- ciadas das lesões malignas. Enxerto de gordura autólogo Conhecer as atuais evidências sobre lipoenxertia em cada passo do procedimento maximiza os resultados e diminui as compli- cações. Captação da gordura Os benefícios de se fazer lipoaspi- ração úmida versus seca incluem redução de dor, menor perda sanguínea, mais facilidade em retirar gordura e mais viabilidade das células gordurosas. O método de coleta da gordura parece ser menos importante, uma vez que a viabilidade dos adipócitos é compa- rável usando diferentesmétodos. O uso de cânulas de lipoas- piração mais calibrosas está relacionado com a melhora da viabilidade dos adipócitos. No entanto, também estão associadas commaior risco de irregularidades na área doadora. Cânulas multi perfuradas de 3 mm não demons- traram diferença em viabilidade celular quando comparadas com diâmetrosmaiores. Áreas doadoras As principais áreas doadoras incluem abdome anterior, flancos e coxas. Rohrich et al. não encon- traram diferença significativa em viabilidade celular entres essas áreas doadoras. Além disso, comparando abdome e coxa como áreas doadoras, não houve dife- rença significativaparaovolumede enxertia de gordura para aumento mamário. Preparo do enxerto de gordura Diversas modalidades de preparo da gordura são utilizadas pelos cirurgiões, como nenhuma prepa-
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