Revista Plastiko´s #226
9 OUT-DEZ 2020 PLASTIKO‘S Nosso desejo era que todos os sócios se integrassem e ficassem mais próximos da Diretoria e de todos os Departamentos e Comissões e, consequentemente, tivessem voz para manifestar respeitosamente críticas e sugestões. Vejo que esse movimento se tornou realidade SBCP Live. O incremento científico foi um crescente realizado pelos Regentes dos Capítulos, coordenados pelo Dr. Ricardo Boggio, e o DEC, capitaneado pelo Dr. Ishida, valorosos parceiros em ano tão crítico. Foi preciso, inclusive, se reinventar como gestor? Tradicionalmente e obvia- mente, os dirigentes da SBCP têm a responsabilida- de administrativa e conhe- cimento da estrutura para conduzir a gestão. Nessa nossa gestão por exceção, além de muita resiliência tão própria dos médicos, tivemos que desenvolver a faceta de empreendedores, economistas e administra- dores. Sem demérito dos ex-presidentes, presidir a SBCP em tempos de norma- lidade é atividade extenuan- te, mas de enorme satisfação pessoal pela interação e o retorno de reconhecimento manifesto muitas vezes em nossos eventos presenciais. Difícil é gerir tantos proble- mas em isolamento social sem poder abraçar, interagir e conversar de perto com todos. Sempre lembro, para me confortar, de um pro- vérbio oriental que diz algo como “Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fá- ceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos di- fíceis geram homens fortes.” Qual o feedback que a Di- retoria recebeu dos sócios sobre esta atuação? Não sei se por altruísmo ou condescendência daquilo tudo que ainda estamos vi- vendo, percebo que nossos associados tiveram o en- tendimento e aprovaram o produto que eles esperavam da SBCP em 2020 e lhes foi ofertado. E tudo realizado com extrema responsabilida- de e a transparência desde o primeiro dia de gestão. Sinto que isso fez com que o sócio pudesse entender essa gestão mais próxima dele. Tivemos um cuidado forte de levar a todos os sócios um sentimen- to de pertencimento, que é uma coisa que as entidades mundo afora acabaram per- dendo ao longo dos anos. Esse sempre foi meu objetivo desde a campanha eleitoral e antes mesmo de imaginar o que enfrentaríamos nessa pandemia. Nosso desejo era que todos os sócios se integrassem e ficassemmais próximos da Diretoria e de todos os Departamentos e Comissões e, consequente- mente, tivessem voz para manifestar respeitosamente críticas e sugestões. Vejo que esse movimento se tor- nou realidade, o que tornou a SBCP mais forte e coesa. Despertamos, dentro de cada sócio, esse espírito classista, e quero valorizar mais ainda este comportamento. Houve algum momento crítico que o marcou nesse primeiro ano de gestão? Pode parecer irônico, mas hoje já consigo sorrir com este pensamento: o ano intei- ro de 2020 foi “ummomento crítico”! Tivemos situações de impacto muito forte em nossa gestão durante a pan- demia e cito uma delas: o drama dos residentes com o impacto e a dificuldade de formação neste período. Muitos tiveram sua forma- ção tolhida em função da inatividade dos hospitais.
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