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Por trás das telas, integração é determinante para boas entregas

Por trás das telas, integração é determinante para boas entregas

Sonia Martins Comunicação Corporativa 26.02.2021

Ainda que o Google, Facebook e as startups ditem regras para estruturas de trabalho menos engessadas, sabemos que a pandemia impôs um modelo de trabalho que a maioria das empresas – no nosso caso, agências – não estava preparada.

Pensar em uma operação acontecendo totalmente no digital sempre foi um paradigma que em um estalar de dedos teve que ser reavaliado, sem opções.

Mesmo diante dos grandes desafios para mantermos o ritmo, sabemos que a tecnologia é uma grande aliada. Afinal, todos já aprendemos como participar de reuniões online – no Meets, Teams, Zoom ou outras aplicações em ambiente virtual. O e-mail e os softwares de gestão também possibilitam que a banda continue tocando.

 

A integração em tempos de home office pode ser o maior desafio

 

Aos poucos, e cada dia mais, sabemos que do lado de lá da tela, aquele colega também está à nossa disposição. Mas certamente há fatores que o ambiente online não favorece: a troca de olhares, informações instantâneas, aquele pedido de uma opinião do colega.

E, diante do cenário (pandemia e seus agravantes práticos) sem resolução para o momento, apenas uma atitude garante a confiança de que determinada tarefa será cumprida: integração do time!

 

E-mail, redes sociais, salas de reunião, os meios de comunicação podem facilitar a distância física

 

Mas afinal, o que é integração?

 

No dicionário, a palavra é definida como “ato de tornar inteiro”. Pensemos, então, em uma atividade, como todas, que depende da atuação de mais de um profissional. Ora, se estes não estão integrados em todos os detalhes que definem aquele processo, a chance de não haver uma entrega “inteira” (ou pela metade e desfalcada) é grande!

Por trás da tela, mais do que nunca, é preciso ter mais e mais clareza de que a minha parte do processo é determinante para a parte do meu colega – e para a excelência daquela entrega. É preciso saber que nada (ou pouca coisa) se faz sozinho e que as contribuições, olhares críticos e atuação de cada integrante daquele processo fazem com que ele aconteça.

Por trás da tela, certamente não conseguiremos perceber nuances do time, mas de forma empática e tecnicamente conseguimos entender o que o outro precisa para se sentir confortável em lidar com o que vem na próxima etapa.

Por trás da tela é o que temos para o momento de tantos aprendizados e olhares para os gaps que mesmo o trabalho presencial já apresentava. Fato é que, no contexto atual, quem não se responsabilizar verdadeiramente pelo que é preciso fazer para algo dar certo, certamente não está promovendo integração.

Entretanto, tudo isso não acontece de uma hora para outra. É preciso que seja desenvolvida uma cultura de integração na empresa, capacidade de comunicação, compartilhamento, cooperação, complementariedade, valorização do outro, busca pela conexão entre as partes mais do que o valor de cada parte etc. Portanto, depende de gestão e, fundamentalmente, do estilo de liderança do gestor. Nada acontece num passe de mágica.

 

A cultura de integração deve existir na empresa, mas mais do que isso, deve partir da liderança para que toda equipe esteja engajada.

 

Para aquelas empresas que já tinham esta cultura, o processo está sendo mais simples, aproveitando todos os potenciais dos recursos tecnológicos disponibilizados neste momento e valorizando o ativo da empresa já instalado de integração.

Para aquelas que tinham como paradigma a superespecialização na parte e o controle, o processo está sendo mais doloroso, para tentar manter as entregas e, para as pessoas envolvidas no processo, tendo que gastar energia considerável para construir esse diálogo, que é, afinal, a essência da integração.

Mas é possível ainda a essas empresas realizar um esforço interno para construir essa cultura, aproveitando o contexto em que estamos, onde a cooperação e solidariedade tornaram-se a maior busca da humanidade, tanto no dia a dia, para nos protegermos e proteger os demais da contaminação pelo vírus, quanto na realização das pesquisas científicas e do esforço mundial para distribuição de vacinas.

Este esforço pode ser realizado criando mais espaço para o diálogo, compartilhamento, cooperação. A abertura à fala e principalmente à escuta é o primeiro passo para construir uma cultura de integração.

Voltamos ao dicionário! Integração: “ato de tornar inteiro”. E, não é isso que buscamos todo o tempo como pessoa?

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