ABMotéis News #71

Entrevista Diretor do Guia de Motéis, Rodolfo Elsas fala sobre o rebranding do guia de motéis go, a criação do Movimento Motz e a estratégia de ampliar usos, públicos e valor para a motelaria Apresentado ao mercado durante o Motel Xperience Talks, na Equipotel 2026, o rebranding do guia de motéis go, que passou a se chamar Motz, nasceu de uma mudança que vai além da identidade visual. À frente do projeto, Rodolfo Elsas, diretor do Guia de Motéis, defende que o setor precisa ampliar as ocasiões de uso das suítes, alcançar novos públicos e explorar melhor uma infraestrutura já instalada em todo o país. Nesta entrevista, ele fala sobre a nova fase da marca e o papel que o Motz pretende assumir na transformação da motelaria. Quando vocês perceberam que o guia de motéis go já não dava conta do que a marca precisava ser? O guia de motéis go era uma marca reconhecida e tradicional, mas remetia a algo antigo e pouco conectado com o universo da tecnologia. A nova marca precisava ser moderna, jovem e digital sem perder sua ligação com a motelaria. O projeto começou como uma provocação estética e de naming, mas evoluiu para algo muito maior: o Movimento Motz, uma proposta de reinventar a maneira como o setor se enxerga e como o público percebe o motel. Como foi tirar o Motz do papel? O projeto levou aproximadamente nove meses e começou pela discussão de posicionamento, passou pelo naming e pela construção da identidade da marca, avançando para tom de voz e fotografia. O principal desafio foi criar uma marca contemporânea capaz de respeitar uma história longa e, ao mesmo tempo, liderar uma mudança mais ampla do setor. O que vocês esperam mudar no setor a partir de agora? A meta é alcançar pessoas que hoje nem sequer cogitam ir a um motel por preconceito ou por uma percepção limitada do que esse espaço pode oferecer. Queremos mostrar que um motel pode servir para escapar do trânsito, descansar por algumas horas, dormir com segurança depois de uma festa, hospedar-se durante uma viagem de negócios, trabalhar com concentração, celebrar um aniversário ou viver outras experiências. Para o usuário, o Motz será uma marca mais jovem, tecnológica e conectada com um público mais amplo, capaz de legitimar novas formas de utilizar o motel. Para o moteleiro, um dos papéis do Motz será ajudar o setor a melhorar sua percepção de valor, sua oferta e, consequentemente, sua capacidade de precificação. Onde está hoje o maior potencial ainda pouco explorado pela motelaria? Hoje o motel representa uma enorme rede de espaços subutilizados. Estamos falando, em estimativa de mercado, de cerca de 5 mil motéis e 200 mil suítes espalhadas pelo Brasil, uma média aproximada de 40 suítes por estabelecimento. Essa infraestrutura está presente em alguns dos metros quadrados mais caros das grandes cidades, em cidades pequenas e médias e ao longo das rodovias. É uma rede distribuída, aberta e pronta, mas que historicamente foi enxergada quase exclusivamente como um lugar para fazer sexo. Para mim, essa subutilização é um desperdício e, ao mesmo tempo, a maior oportunidade do setor. “O Motz deve ser mais do que uma marca” André Stefano Da Redação Confira o episódio do MotelCast dedicado ao Movimento Motz 3 ABMotéis News Set/Out de 2026

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