de inclusão foram considerados: óbitos ocorridos em mulheres em qualquer faixa etária; no período da gestação ou no momento do parto; relacionados ao aborto; ocorridos durante o puerpério até 42 dias ou até menos de 1 ano após o parto (morte materna tardia), no período que compreende entre 2011 e 2017. Esse período foi utilizado como corte para o estudo, pois se trata de informações disponibilizadas para consulta pública. Os critérios de exclusão foram: mulheres que não foram a óbito no período gravídico-puerperal; parto ou pós-parto por causas acidentais ou incidentais; e óbitos maternos ocorridos fora do período selecionado. A coleta de dados ocorreu no mês de Julho de 2019, por meio da análise das seguintes variáveis: idade materna, raça/cor materna, escolaridade, situação conjugal, local da ocorrência, causa de óbito materno, e investigação. Essas variáveis foram armazenadas em tabelas e gráficos, para processamento e análise descritiva, com pesquisa na base de dados online LILACS/ Scielo (via Biblioteca Virtual de Saúde), Ministério da Saúde. RESULTADOS A maioria absoluta dos óbitos maternos nos três locais comparados a predominância do local da ocorrência é via hospitalar, e os três locais comparados também tem predominância de óbito investigado, com ficha síntese informado. Para uma compreensão mais global do problema que envolve redução da mortalidade materna desenvolveu-se o conceito de morbidade grave (near miss materno). Embora este não seja o foco do presente estudo, a near miss materno tem uma atuação de grande importância para a redução dos óbitosmaternos, dentre outros indicadores, que devem ser analisados pelos gestores e profissionais dos hospitais como uma estratégia prioritária para redução das mortes maternas evitáveis (SOARES et al, 2011) e (TRONCON et al, 2013). Morse et al (2013) informa que a implantação dos comitês de morte materna iniciou-se na década de 80, assumindo um desempenho heterogêneo nas localidades brasileiras e após a implantação de diversos comitês de mortalidade materna no país, os óbitos passaram a ser rigorosamente notificados, mascarando a redução na razão de mortalidade materna real em relação à dos dias atuais. A análise de evitabilidade dos óbitos maternos, embora por critérios que nem sempre são explicitados, identifica a maioria dos percentuais de óbitos evitáveis sempre elevados, revelando assim que, a mortalidade materna ainda pode ter esperança de ser reduzida. (MORSE et al, 2011). Segundo dados do DATASUS, o período entre 2011 e 2017 ocorreram 11.744 óbitos maternos no Brasil, e 1.946 óbitos maternos em São Paulo e 12 óbitos maternos na Baixa Mogiana, , nesse panorama nota-se que a frequência de óbitos maternos no Brasil e na Região da Baixa mogiana tem apresentado tendência à estabilização, porém sem quedas nos índices apresentados e o Estado de São Paulo vem apresentado um aumento de óbitos maternos expressivos no decorrer dessa análise. Na Região da Baixa Mogiana, no período de 2011 a 2017, dos 28.158 nascimentos ocorridos, 77,36 % das gestantes que realizaram de 7 ou mais consultas de pré-natal e 22,32% delas realizaram inferior a 7 consultas na gestação. Neste mesmo período foram registrado 12 óbitos maternos nesta Região. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base no que foi exposto na pesquisa, concluímos que o Brasil e os munícipios analisados necessitam de saltos qualitativos grandiosos na assistência ao ciclo gravídico-puerperal para alcançar a redução da mortalidade materna. Isso nos reflete a um padrão insuficiente de assistência ofertada à gestante e identifica a necessidade de políticas públicas, e de formação dos profissionais de saúde, para a adoção de uma prática baseada em evidências e capaz de realizar um diagnóstico precoce, além disso, destaca-se a necessidade também da vigilância ativa das morbidades maternas graves como ferramenta eficaz para detecção de casos graves, intervenção precoce e prevenção de óbitos, a fimde garantir uma assistência segura e de qualidade as gestantes. ATENÇÃO BÁSICA 108
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