através de medidas preventivas (HIRATA, 2002). Profissionais desse setor manipulam tecidos nas mãos e pés e esta prática aumenta o risco de exposição a agentes biológicos como os vírus de hepatite B, C e HIV, além das micoses oportunistas. Esse risco aumenta quando os profissionais não aderem às práticas de medidas de biossegurança como EPI (equipamento de proteção individual), descarte de materiais de uso único e higienização das mãos (OLIVEIRA, 2009). Nos salões de beleza o risco de contaminação de doenças causadas por vírus, fungos e bactérias através do uso de alicates, lixas, entre outros equipamentos que possam estar contaminados. Para redução ou eliminação dos patógenos deve-se usar procedimentos de desinfecção ou assepsia dos artigos. Materiais perfurocortantes (alicates, pinças e tesouras) devem passar pelo processo de esterilização antes do uso, garantindo a segurança dos profissionais e clientes. Pentes, escovas, prendedores, entre outrosmateriais, tambémdevemser submetidos ao processo de higienização e assepsia (PELCZAR et al., 1996). Esse trabalho tem como objetivo, apresentar relato de experiência em capacitações on-line, direcionadas aos manipuladores de alimentos, profissionais do setor da beleza e população em geral da cidade de Orindiúva e outras regiões. O mundo atual está tendo várias mudanças que afetam o modo de ver e agir do homem. O uso das novas tecnologias (computadores, internet, melhorias da rede de telefonia), levou a uma aproximação dos alunos ao ensino à distância. Na educação à distância, ocorre de forma indireta o contato entre professor e aluno, no qual podem estar interligados por meio de ferramentas tecnológicas do tipo síncrona ou assíncrona. Na plataforma, tem instruções para que os alunos tenham condições de aprender sem a presença física do professor (NASCIMENTO; TROMPIERI FILHO, 2002). A educação à distância faz com que o aluno tenha um acesso mais fácil à informação, sendo que cada aluno é um agente da sua formação e cria seu próprio perfil de aprendizado (ARIEIRA et al., 2009). Fatores como aceleração do ritmo de vida, concorrência e maior exigência de capacitação dos colaboradores tem levado as pessoas a procurarem cursos à distância para aperfeiçoamento (NASCIMENTO; TROMPIERI FILHO, 2002). De acordo com a Portaria nº 1.565/94, entende-se por Vigilância Sanitária o conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos e agravos à saúde do indivíduo e da coletividade até exercer fiscalização e controle sobre o meio ambiente e os fatores que interferemna sua qualidade, abrangendo os processos e ambientes de trabalho, a habitação e o lazer (BRASIL, 1994). O serviço de alimentação tem por finalidade oferecer uma refeição saborosa e segura de acordo com as condições higiênico-sanitárias (JÚNIOR, 1995). As práticas higiênicas adequadas desde a produção e colheita no campo garantem a qualidade e inocuidade do alimento (FONSECA; LOPES, 1996). As principais formas de contaminação dos alimentos são matéria-prima, ambiente, e manipuladores de alimentos (GAVA, 1984). A contaminação dos alimentos pode ser de origem química (inseticidas e materiais de limpeza), física (pedaço de vidro, pelos de ratos, brinco e lascas de tinta) e biológica (toxinas e micro-organismos) (INSTITUTO AMERICANO DE CULINÁRIA, 2009). Um fator muito importante para a prevenção de doença transmitida por alimentos (DTA’s) é o controle higiênico e sanitário dos alimentos. Algumas características comuns das doenças transmitidas por alimentos são um curto período de incubação e sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dor abdominal e às vezes febre. Normalmente há recuperação total dos pacientes, somente em alguns casos há complicações graves levando o indivíduo à morte (GERMANO; GERMANO, 2001). A segurança dos alimentos é garantida principalmente pelo controle da origem e do processo do produto, e com a aplicação de Boas Práticas de Higiene em combinação com o sistema APPCC desde o recebimento até a distribuição (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE; AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, 2006). A procura por estabelecimentos de beleza e estética tem crescido cada vez mais, devido aos padrões de imagem que atingem todas as classes sociais. Os profissionais devem estar cientes da existência de vários riscos (físicos, químicos e biológicos) a que podem estar sujeitos, mas que podem ser minimizados através de medidas preventivas (HIRATA, 2002). Profissionais desse setor manipulam tecidos nas mãos e pés e esta prática aumenta o risco de exposição a agentes biológicos como os vírus de hepatite B, C e HIV, além das micoses oportunistas. Esse risco aumenta quando os profissionais não aderem às práticas de medidas de biossegurança como EPI (equipamento de proteção individual), descarte de materiais de uso único e higienização das mãos (OLIVEIRA, 2009). Nos salões de beleza o risco de contaminação de doenças causadas por vírus, fungos e bactérias ATENÇÃO BÁSICA 111
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