RESULTADOS Até o dia 21 de outubro de 2019 foram notificados 75 casos com suspeita de Sarampo residentes no Distrito Leste, 21 confirmados pelo critério laboratorial (28%), 02 confirmados pelo critério clínico-epidemiológico (2,7%), 30 descartados pelo critério laboratorial (40%), 04 descartados pelo critério clínico-epidemilógico (40%), 17 casos estão em investigação aguardando resultado de exames (22,7%) e um não foi inserido no SINAN por não atender aos critérios de notificação (1,3%). As notificações foram provenientes principalmente de unidades de Pronto Atendimento (81 %), sendo que 26 notificações foram realizadas pela rede pública (35%) e 49 pela rede privada (65%). Dos casos confirmados, 13 (57%) não tinham o registro de esquema de vacinação adequado para a faixa etária. Dos casos confirmados, apresentaram o esquema de vacinação adequado para a faixa etária 03 crianças menores de um ano (100%), 02 crianças entre 1 e 5 anos (67%), 02 crianças 6 a 14 anos (67%), 2 indivíduos de 15 a 39 anos (18%) e 01 indivíduo de 40 anos ou mais (33%). Os casos confirmados em menores de um ano haviam recebido a dose de vacina tríplice viral na intensificação de vacinação nesta faixa etária até 14 dias antes do início dos sintomas e também foram notificados para Evento Adverso Pós Vacinação. Todos os casos confirmados apresentaram exantema. Em ações de bloqueio, os casos notificados geraram 4993 avaliações/ atualizações de carteiras de vacina. As ações de bloqueio somente foram possíveis devido ao envolvimento e participação de profissionais de toda a Divisão de Vigilância Epidemiológica e da área básica da Secretaria Municipal da Saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS O controle do Sarampo voltou a ser um desafio no Brasil, uma doença que estava sob controle, hoje desafia diversos profissionais, que procuram compreender o que de fato está acontecendo no País. Algumas teorias tem sido levantadas: o desaparecimento do vírus selvagem, que colaborou para o “enfraquecimento” da resposta imunológica, as baixas coberturas vacinais que faz com que não tenhamos a imunidade de rebanho, a onda anti-vacina e a divulgação de notícias falsas em redes sociais, a falta recorrente de imunobiológicos nas Salas de Vacinas, a dificuldade de acesso à vacinação por uma parcela da população, entre outras. Todos os serviços de saúde, da rede pública e privada, dos diferentes níveis de atenção, devem estar voltados para garantir altas e homogêneas coberturas vacinais, precisamos trabalhar cada vez mais com a intersetorialidade, facilitando o acesso às vacinas e realizando a busca ativa de indivíduos não vacinados. Referências Bibliográficas BRASIL.MinistériodaSaúde.SecretariadeVigilânciaemSaúde.CoodenaçãoGeraldeDesenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde. 3. ed. Brasília, 2019. RODRIGUES, T. S.; SANTOS, L. S.; LACERDA, G. S.; KANAAN, S. Diagnóstico clínico, laboratorial e profilático do sarampo no Brasil. J. Bras. Patol. Med. Lab., Rio de Janeiro, vol.55, no.4 July/Aug. 2019. ATENÇÃO BÁSICA 130
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