Vigilância em Saúde

OCORRÊNCIA DE EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAÇÃO CONTRA ROTAVÍRUS E SEUS EFEITOS NA CONTINUIDADE DO ESQUEMA VACINAL. Autores: Larissa Gerin, Mayra Fernanda de Oliveira, Patricia Abrahao Curvo, Elisabete Paganini, Angelina Lettiere, Susana Inés Segura-Muñoz, Aline Aparecida Monroe Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO Município: Ribeirão Preto CIR: Aquifero Guarani Endereço: Rua Prudente de Morais Telefone: 39779305 Celular: 996101357 Email: cronicas@saude.pmrp.com.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA As doenças diarreicas sempre tiveram um impacto importante na morbimortalidade de crianças, sendo o Rotavírus o principal agente causador da gastroenterite aguda (GEA) grave em todo o mundo. Após a comercialização em larga escala nos Estados Unidos da primeira vacina contra o rotavírus foi identificado um aumento no risco de intussuscepção intestinal (risco estimado de 1 caso a cada 10 mil vacinados), por tal motivo a vacina foi retirada do mercado pelo fabricante. Em 2006 os estudos realizados com as novas vacinas disponíveis no mercado demostraram segurança e ausência de risco de intussuscepção, assim, o PNI introduziu no Calendário de Vacinação a vacina contra Rotavírus monovalente (laboratório GSK), causando um impacto importante na redução de internações e óbitos por diarreia no país. O desconhecimento de alguns profissionais de saúde que associam a vacina Rotavírus utilizada pela rede pública no país com a vacina que foi utilizada nos Estados Unidos em 1998 contribui para a não imunização de algumas crianças, através de falsas contraindicações. Além disso, alguns profissionais também fazem a associação errônea de patologias como a alergia à proteína do leite de vaca – APLV com a administração da vacina. OBJETIVOS - Avaliar a incidência de internações por diarreia, GEA, íleo paralítico e obstrução intestinal em crianças menores de 5 anos notificadas em um município do interior paulista, de 2000 a 2018. - Avaliar se as crianças que foram notificadas por Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) contra rotavírus, em um distrito desse município de 2016 a 2018, receberam o esquema completo de vacinação preconizado pelo PNI. METODOLOGIA Estudo descritivo a partir do registro de internações no DATASUS, da Ficha de Investigação / Notificação de EAPV (SI-PNI) e do Sistema HYGIA. RESULTADOS A partir da análise dos dados pode-se observar uma queda importante do coeficiente de incidência de internação por diarreia e gastroenterite em crianças menores de 5 anos de idade no município a partir da introdução da vacina contra Rotavírus no calendário nacional de vacinação no primeiro trimestre de 2006 (6,5 para 1,5). Estes números tem impacto direto na redução do número de ATENÇÃO BÁSICA 133

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