larvicida (pyriproxyfen) para segurança do procedimento, caso houvesse a eclosão de ovos. Após a contagem, as informações fornecidas, foram organizadas e georreferenciadas na planta cadastral da cidade de Santa Bárbara d´Oeste. A aplicação de inseticida de casa em casa foi efetuada com nebulizador portátil UBV, definida conforme norma técnica da Sucen, buscando o bloqueio da transmissão viral na área através do controle de mosquitos adultos. Desta forma, os locais de atuação deste tipo de medida de controle são pré definidos de acordo com a existência dos casos confirmados de dengue. Assim, no final do ano de 2014, as informações das coletas semanais das ovitrampas foram correlacionadas com os locais que tiveram essa atividade de bloqueio realizada. Estas correlações foram mensuradas em três momentos (chamados aqui de 1ª, 2ª e 3ª coleta), ou seja, foi efetuada a contagem dos ovos de Ae. aegypti uma semana antes da nebulização, na semana da aplicação do método de controle e uma semana após o procedimento realizado. RESULTADOS De acordo com os resultados obtidos, a média de ovos coletados por coleta semanal em cada uma das armadilhas foi de 19,87. Considerando o número médio de ovos coletados em cada armadilha, em 2014, 35 armadilhas ficaram acima da média. Por sua vez, quando foram efetuadas as comparações das quantidades de ovos totais coletados nas armadilhas, considerando três momentos distintos: 1ª coleta – uma semana antes da nebulização; 2ª coleta – na semana em que ocorreu a nebulização; e 3ª coleta – na semana seguinte a nebulização, e que estão localizadas nas mesmas quadras onde a nebulização foi efetuada, os resultados mostraram que houve uma diminuição da quantidade de ovos de Ae. aegypti. Na semana de aplicação da nebulização as armadilhas apresentaram uma diminuição de 17,21 %; na semana posterior à aplicação do método de controle, a quantidade de ovos, diminuiu em média 56,56%. Esses resultados mostram que a utilização das ovitrampas é um método confiável para o acompanhamento da eficácia da nebulização com equipamento UBV no controle entomológico do Ae. aegypti, contribuindo para o combate do mosquito transmissor do Dengue. CONSIDERAÇÕES FINAIS A busca por melhores práticas no controle do Ae. aegypti é uma necessidade emergente, frente ao grande impacto que as diferentes arboviroses transmitidas por esse mosquito causam a sociedade. Nosso trabalho traz informações importantes sobre a possibilidade de implantação das ovitrampas na rotina dos programas de controle da dengue. Esse tipo de armadilha se mostra sensível para demonstrar os diferentes níveis de infestação do vetor no território municipal. Nosso trabalho demonstrou que os resultados obtidos com as ovitrampas são muito parecidos àqueles observados com as ações de coleta domiciliar de larvas, com a vantagem de ser mais sensível e de retornar, semanalmente, os níveis de infestação de mosquito de toda a área monitorada, e não apenas as áreas onde foram realizadas as ações dos agentes. Entretanto, o investimento e a necessidade de recursos humanos na implantação do método de monitoramento e estimativa de infestação com as ovitrampas, apresenta um custo inferior a 10% daquele necessário para a realização de visitas casa-a-casa, mostrando que além de responder adequadamente, do ponto de vista entomológico, é uma estratégia extremamente viável economicamente. Referências Bibliográficas ABE KC, GEORGES S, MIRAGLIA EK. Incidência de dengue e custos associados, nos períodos anterior (2000–2008) e posterior (2009–2013) à construção das usinas hidrelétricas em Rondônia. Epidemiol Serv Saude. 2018;27:e2017232. CÂMARA FP, THEOPHILO RLG, SANTOS GT, PEREIRA SRFG, CÂMARA DC, MATOS RRC. Estudo retrospectivo (histórico) da dengue no Brasil: características regionais e dinâmicas. Rev Soc Bras Med Trop. 2007;40:192–6. ATENÇÃO BÁSICA 138
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