Vigilância em Saúde

carteiras de vacinas dos alunos. Na vigência do surto foi estabelecido fluxos com os diversos equipamentos de saúde (Hospital, UPA, UBS, USAs e Laboratório) visando a identificação, notificação e a investigação de casos suspeitos em tempo oportuno; realizado atividades extra-muro (rodoviária, instituições de ensino públicas e privadas) objetivando vacinar a população alvo, conforme campanha de intensificação; elaboradouma planilha dinâmica, no Excel, para agilizar o roteiro de investigação e monitoramento dos casos suspeitos e confirmados (com base no disco de invetigação de doenças exantemáticas fornecido pelo Ministério da Saúde); realizado bloqueio vacinal e monitoramento em todos os casos suspeitos; elaboração de boletins epidemiológicos contendo informações sobre a situação epidemiológica, vacinação e as recomendações do Ministério da Saúde e do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE); acompanhamento dos indicadores de qualidade da vigilância epidemiológica. Além disso, foram mapeadas as áreas de maior ocorrência de casos e realizado bloqueio seletivo casa a casa. RESULTADOS Os resultados positivos das ações de enfrentamento ao surto de sarampo poderam ser observados pelo aumento significativo da cobertura vacinal, de janeiro a maio de 2019, foram aplicadas apenas 3.654 doses de SCR, após implantação das ações de enfretamento de junho a dezembro o quantitativo foi de 64.830 doses aplicadas, alcançando uma cobertura vacinal de 117,93% para D1 e 106,24% para D2 ( em 2018 a cobertura vacinal de SCR foi de 83,8% para D1 e 67,84% para D2), consequentemente houve queda no número de casos confirmados e a não ocorrência de casos secundários, além da sensibilização da população perante a importância da vacinação. CONSIDERAÇÕES FINAIS O caráter altamente transmissível do sarampo e sua circulação endêmica em vários países, aliado a mitos que maculam a importancia da vacinação na prevenção de doenças imunopreviníveis, reflete em baixas coberturas vacinais e consequentemente na vulnerabilidade à população exposta. Embora seja observável os resultados positivos das ações implementadas frente ao surto de sarampo no município, permanece o desafio de se manter elevadas coberturas vacinais. Referências Bibliográficas BE Vol. 50 Nº 37, 2019: Semanas Epidemiológicas 36 a 47 de 2019 BE Vol. 50 Nº 35, 2019: Semanas Epidemiológicas 34 a 45 de 2019 BE Vol. 50 Nº 30, 2019: Semanas Epidemiológicas 29 a 40 de 2019 BE Vol. 50 Nº 27, 2019: Semanas Epidemiológicas 36 a 47 de 2019 BE Vol. 50 Nº 29, 2019: Cobertura nacional da vacina tríplice viral BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância pidemiológica. 1. ed. atual. Brasília, 2017. G1. Com surto de Sarampo no Pará, Brasil corre risco de perder certificado de erradicação da doença. 2019. Disponível em http://g1.globo.com/al/alagoas/videos/t/todos-os-videos/v/brasilcorre-risco-de-perder-certificado-de-erradicacao-do-sarampo/74 Acesso em:15 fev.2020. Ministério da Saúde. Sala de Apoio à Gestão Estratégica. Campanha de sarampo. Painel SAGE ATENÇÃO BÁSICA 149

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