SE ESSA RUA FOSSE MINHA... Autores: Elizângela Maria da Penha Instituição: Prefeitura Municipal de Bertioga Município: Bertioga CIR: Baixada Santista Endereço: Praça Vicente Mollinari Telefone: 33199089 Celular: 997841977 Email: anaregodoy@yahoo.com.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O mosquito Aedes aegypti é o vetor de um dos mais significantes problemas contemporâneos de saúde pública, cuja reemergência vem crescendo em magnitude e ao longo de todo o país. O mecanismo pelo qual se dá tal evento inclui não apenas características do vetor, como a velocidade de circulação e replicação viral, mas principalmente pela ineficácia do homem na prevenção e combate desta arbovirose. Os dados oficiais revelam que até 2019, o Brasil registrou 1.439.471 casos de dengue, número que representa um aumento de sete vezes em relação ao verificado no mesmo período do ano de 2018, de acordo comoMinistério da Saúde. O total demortes confirmadas devido à infecção no ano de 2019 chegou a 591. Em 2018, o número foi pouco mais de 1/3 disto, com 160 casos de morte por dengue. Diante desse panorama de comprometimento social e financeiro ocasionado pela epidemia de Dengue, o Ministério lança campanhas impactantes, com adesão dos Estados e Municípios, sem, no entanto, haver declínio significante na redução nos índices de infestação do vetor. Nesta perspectiva e considerando que a prevenção primária é o único fator potencialmente eficaz no combate ao Aedes quando ocorre anteriormente à introdução do vírus em áreas consideradas de risco, o presente projeto foi delineado como uma proposta da Educomunicação, que aponta um novo olhar sobre a forma de interagir com a população. Neste contexto, há a preconização de que as ações realizadas façam sentido para o público alvo, potencializando a participação social no processo de compreensão de parte dos componentes básicos do combate: saneamento, educação e combate físico. OBJETIVOS Estimular a participação social no combate ao mosquito Aedes aegypti. METODOLOGIA A partir da metodologia participativa e da pesquisa-ação, o projeto “Se essa rua fosse minha”, fez alusão à cantiga popular e despertou nos munícipes da rua o senso de cidadania e de viver em sociedade, abordando sistematicamente o problema presente na comunidade, de forma integral, por todos os membros envolvidos. Desta forma, a partir da perspectiva da população sobre os problemas da referida rua com relação ao mosquito transmissor da arbovirose. Os atores sociais foram incentivados a apontar possíveis soluções a serem efetivadas pela própria comunidade, tornando-os agentes multiplicadores, participativos e responsáveis. A partir desta primeira ação, surgiram informações que puderam ser discutidas com os envolvidos. A partir de então, foram elaboradas propostas de solução para o problema de controle do Aedes, as quais foram articuladas junto com a população e para a população, de acordo com as especificidades da rua. Deste ponto em diante, deu-se início a um processo de gestão compartilhada da rua, onde todos foram ouvidos e decidiram em conjunto as ações que deveriam ser realizadas. ATENÇÃO BÁSICA 17
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