Vigilância em Saúde

ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS CONFIRMADOS DE SARAMPO NO MUNICÍPIO DE COTIA, NO ANO DE 2019. Autores: Luiza Maria Pereira Amaral, Silvana Aparecida da Silva, Thainy de Souza Dias Instituição: FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE DE COTIA Município: Cotia CIR: Mananciais Endereço: Avenida Professor Manoel José Pedroso Telefone: 46160800 Celular: 974765400 Email: cintia.ribeiro@cotia.sp.gov.br A INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação de sarampo e três anos após esta conquista, perde esta condição. Visto que, em 2018, o Brasil enfrenta a reintrodução do vírus do sarampo, com a ocorrência de surtos em 11 Estados, um total de 10.326 casos confirmados e para o ano de 2019, 13.489 casos, totalizando 18 mortes, segundo Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, entre 2018 e 2019, os especialistas identificaram dois pontos de origem da doença, que passou a circular novamente em território nacional. Num primeiro momento, a contaminação se deu pela entrada de vírus trazidos por refugiados da Venezuela. No entanto, os casos mais recentes decorreram do contato direto com viajantes infectados em Israel, Malta e Noruega. O sarampo é uma doença exantemática contagiosa, causada por um vírus e tem sintomas similares aos de enfermidades respiratórias: febre, tosse, irritação nos olhos, coriza e mal-estar intenso. Porém, cerca de três a cinco dias depois da contaminação, surge o exantema com apresentação céfalo-caudal, que pode iniciar pelo rosto e atrás das orelhas, se espalhando pelo corpo. Entre os mais vulneráveis à doença estão crianças menores de 5 anos e pacientes desnutridos ou com o sistema imunológico enfraquecido. Para prevenir o aparecimento de novos casos, a melhor estratégia é a vacinação tríplice viral (SCR), que, além do sarampo, também protege contra caxumba e rubéola. Desde 2004, recomenda-se a administração de duas doses de SCR para as crianças na faixa etária de 09 meses (dose1) a 1 ano (dose 2). O êxito das sucessivas campanhas de vacinação realizadas nas últimas três décadas, fez com que o País baixasse a guarda contra a prevenção ao sarampo. Como desapareceram os registros da doença, a população deixou de responder prontamente as campanhas, e com isso as taxas de vacinação caíram. Condição agravada pelo movimento antivacina, surgido nos Estados Unidos nos anos 2000, que por meio de informações equivocadas e sem qualquer evidência científica de peso, de ativistas que passaram a abordar pais e responsáveis, convencendo-os a não imunizarem suas crianças. O resultado deste movimento é a reintrodução de sarampo no País, no momento em que o número de vacinados estava aquém do ideal, rompendo o frágil equilíbrio epidemiológico, num fenômeno que tem se repetido em outros países. Portanto, para recuperar os níveis de segurança perdidos, será necessário muito empenho de toda a sociedade. Pois a OMS, considera ideal que pelo menos 95% da população tenha sido vacinada com duas doses contra o sarampo, ou seja, a população deve comprovar as doses recebidas na rotina da infância, conforme calendário vacinal, bem como participar das campanhas de vacinação. De modo complementar, os órgãos de vigilância em saúde devem ter atenção redobrada para apontar novos casos e fazer os devidos bloqueios vacinais nas áreas onde forem encontrados. Portanto, trata-se de um grande desafio para os profissionais de saúde pública, visto, a necessidade em retomar a condição de um país livre da doença. ATENÇÃO BÁSICA 30

RkJQdWJsaXNoZXIy NjY5MDkx