Vigilância em Saúde

contaminadas. As informações das fichas cadastrais da CETESB foram enviadas para as Secretarias de Habitação, Obras, Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano, Defesa Civil, Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Municipal, além da SABESP concessionária de água e esgoto, a fim de alertar e auxiliar no diagnóstico local para ações específicas. Do total das áreas contaminadas, 63,6% são postos de combustível e 36,4% indústrias. No tocante ao entorno, em 100% das áreas foi realizada a caracterização; 88,63% registradas no SISSOLO e 5 novas áreas não foram lançadas por erros do sistema, já reportado ao nível regional. Para delimitação do entorno, o raio foi definido após a análise de plumas de contaminação e discussão com técnicos da área de saúde ambiental da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo diante da indisponibilidade de recursos profissionais e/ou a inexistência da emissão de parecer técnico do órgão ambiental para tomada de decisão. Observamos a constante alteração do território principalmente relacionado à desativação dos postos de combustíveis, tornando-se áreas abandonadas. Ainda, o município vem investindo na gestão das áreas de risco por deslizamentos e, nas visitas de campo, verificamos que algumas informações do mapa da Defesa Civil estavam defasadas, tendo a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de São Paulo anunciado revisão do mapeamento de risco das sete cidades da região. Uma das grandes preocupações é a mudança de uso das áreas. Historicamente, a região investia no setor industrial, no entanto, mudanças tem gerado a construção de condomínios residenciais nessas áreas e consequentemente a saúde da população pode ser colocada em risco. Infelizmente, o setor saúde não possuía informação prévia sobre a situação do território antes da construção das unidades residenciais e tal situação foi apontada no colegiado regional como tema prioritário. Quanto à investigação do compartimento água, das 44 áreas contaminadas investigadas 27 (61,4%) não possuem poço em suas dependências, 12 (27,3%) possuem e em 5 (11,3%) não houve conclusão do caso, visto que 3 empresas estão desativadas e 2 foram autuadas pelo não atendimento do termo de notificação. Dos 12 empreendimentos com poço profundo, 9 (75,0%) procederam o tamponamento, 2 (16,7%) usam a água para fins industriais devidamente comprovados através da análise dos processos de produção e planta hidráulica e, em 1(8,3%), o poço foi desativado. No entorno das áreas, de acordo com lista do DAEE, foram identificados 11 poços dos quais 5 (45,4%) estão desativados, 3 (27,3%) serão notificados, 2 (18,2) em monitoramento e 1 (9,1%) tamponado. Foi elaborado material educativo para a busca ativa de poços cacimbas/rasos no entorno das áreas contaminadas classificadas como de risco confirmado, compreendendo a abrangência de oito Unidades Básicas de Saúde. Ao final do processo de acompanhamento dos casos, as informações são digitadas nos sistemas, elaborado relatório e divulgado para as autoridades municipais afetas às questões. CONSIDERAÇÕES FINAIS Concluiu-se que o monitoramento do território precisa ser contínuo, utilizando diferentes metodologias que podem ser aplicadas na ausência de recursos a fim de analisar o que é possível hoje, mas almejando a excelência do trabalho em um futuro próximo. Verificou-se que a avaliação prévia da área, através de mapeamento, é primordial para melhor qualificar a informação e realizar anotações dos pontos as seremmodificados. É imprescindível incorporar a investigação do compartimento ambiental água, para identificar e interromper rotas de exposição tão presentes no dia a dia. A análise do entorno das áreas contaminadas de forma ampla é imprescindível, como parte de um planejamento prévio para caso seja necessária intervenção em situação de acidente e/ou desastre, como pode-se ser verificado ao incluir informações sobre o quantitativo de domicílios, população, equipamentos de interesse a saúde e áreas de risco. Dessa forma, se faz necessário investir na avaliação contínua dos processos de trabalho, propor novas metodologias e estratégias, buscar apoio técnico para as ações definidas, investir na articulação intra e intersetorial para que o monitoramento seja de forma efetiva, bem como na divulgação de informação para que possíveis alterações no território e perfil epidemiológico sejam identificados e devidamente acompanhados. Frente ao exposto, ATENÇÃO BÁSICA 43

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