Jornal COSEMS/SP - Ed. 218

#Regionalizaçãodasaúde EDITORIAL Desde abril, após lançamento do Programa de Regionalização da Saúde de São Paulo, idealizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), em parceria com secretarias municipais de Saúde e com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o COSEMS/SP tem priorizado o tema da regionalização em suas atividades cotidianas. As quatro oficinas macrorregionais realizadas até o momento da publicação desta edição (Presidente Prudente, Marília, Taubaté e Bauru) mobilizaram diretores, assessores e apoiadores do COSEMS/SP e tiveram adesão dos secretários municipais de saúde em busca de respostas para esse tema que está presente como diretriz nas cartas de nossos congressos do COSEMS/SP há mais de cinco anos. Nessas oficinas, foram reunidos 214 municípios que representam mais de seis milhões de pessoas. As discussões foram intensas e de alto nível e, sem essa discussão, o SUS que queremos não se completa, não se consolida e abre mão de seus pilares estruturantes, em especial o de integralidade dos cuidados e escuta qualificada. Ainda ocorrerão mais 13 oficinas de regionalização da saúde, que trarão um diagnóstico atualizado das redes de serviços públicos e privados que compõem o SUS. E, a partir desse diagnóstico, surgirão novos desafios a serem repactuados e centrados nas necessidades locais e regionais, que variam muito dentro das 63 regiões de saúde do nosso Estado. Para o COSEMS/SP, o Programa de Regionalização da Saúde de São Paulo é uma oportunidade interessante e oxigenadora para caminhos de novas parcerias em um governo estadual que se inicia com um radar apurado e necessário, nos convidando para esta reflexão conjunta. É claro que, quando chegamos à capilaridade do terreno vivo do SUS, sempre nos surpreendemos. A grata surpresa é a força de centenas de gestores municipais frente a todas as adversidades de um cenário pós-pandemia e um crônico problema de financiamento de serviços. Esta edição do nosso jornal reflete as duas primeiras oficinas (Marília e Presidente Prudente) e resgata o posicionamento dos gestores municipais que participaram presencialmente dessas discussões. Não poderíamos perder a oportunidade desse registro paralelo às intencionalidades do governo estadual. Temos a certeza que todos serão impactados com esse engajamento e alcance. A regionalização requer aprendizado permanente sobre o que move o SUS, sobre os espaços colaborativos e organização, planejamento e governança. Esperamos sair mais fortalecidos e empoderados com essa rica troca de experiências. Esperamos que temas como saúde mental, assistência farmacêutica, oncologia, urgência e emergência ganhem novos contornos e possam protagonizar parcerias com um objetivo comum: consolidar um SUS com mais qualidade, transparência e financiamentos justos. A DIFÍCIL META DE UMA REGIONALIZAÇÃO EFETIVA GERALDO REPLE SOBRINHO Presidente do COSEMS/SP e SMS de São Bernardo do Campo SUMÁRIO Editorial 2 Dica do Gestor 3 Capa 4 Entrevista 6 Blog do Apoio 7 Outros conteúdos 8 Siga nossas redes sociais no Instagram e Facebook | @cosemssp 2 Maio/Junho 2023 | 218

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