Jornal COSEMS/SP - Ed. 218

#Regionalizaçãodasaúde ENTREVISTA Na avaliação da vice-presidente do COSEMS/SP, Carmem Guariente, um dos principais desafios na regionalização da saúde no estado é o financiamento “Este Programa de Regionalização retoma um processo histórico do SUS” Clique ao lado para ler a entrevista na íntegra no site do COSEMS/SP. Carmem Guariente Vice-presidente do COSEMS/SP e secretária municipal de Saúde de Araçatuba, Carmem Guariente marcou presença nas duas Oficinas de Regionalização da Saúde realizadas em Presidente Prudente e Marília, que inauguraram o Programa de Regionalização da Saúde do Estado de São Paulo. Na entrevista a seguir, a diretora do COSEMS/SP afirma que o Programa resgata um processo histórico do Sistema Único de Saúde (SUS). “Não é um movimento fácil porque, desde a criação do SUS, essa regionalização não se concretizou. Foram várias tentativas”, explica Carmen, que é formada em Gestão Pública pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa e em Gestão da Clínica nas Redes de Atenção em Saúde pelo Instituto SírioLibanês de Ensino e Pesquisa. Confira os principais trechos da entrevista! O que achou das duas primeiras oficinas? Cada oficina de regionalização tem sido um marco e cumpriu o papel de serem disparadoras do processo de regionalização no Estado de São Paulo. Em Presidente Prudente, na primeira oficina, tínhamos dúvidas de como seria colocar gestor e prestador para discutir desde o início, se os municípios pequenos iam conseguir falar ou não e se os problemas seriam trazidos pelos diversos grupos. A oficina em Marília também foi importante para os mais de 60 municípios que compõem aquela macrorregião e com a presença de deputados estaduais na abertura, cujo apoio ao projeto de regionalização facilita a aprovação de orçamento e priorização dos investimentos para a saúde. Destaco o envolvimento dos Representantes Regionais e Apoiadores do COSEMS/SP que atuam na região para alcance dos resultados. O que o COSEMS/SP espera com o Programa de Regionalização? Esperamos a efetivação do que está descrito no artigo 198 da Constituição Federal, com os três entes federados organizando a Rede de Saúde. Não é um movimento fácil porque, desde a criação do SUS, a regionalização não se concretizou. Foram várias tentativas, porém sem efetivação das Redes Regionais de Saúde conforme atribuição prevista para a CIR. A regionalização é um processo histórico do SUS que estamos retomando. Quais os principais desafios que o SUS paulista precisará para consolidar a regionalização? O maior desafio é o financiamento pelos entes estadual e federal, uma vez que os municípios paulistas já aplicam muito acima do que é o mínimo constitucional com muitos aplicando mais do que 30% do seu orçamento próprio em saúde. Outra questão importante é que a regionalização não é algo que termina com a realização de oficinas e na elaboração do plano regional integrado. É um processo contínuo e vivo de negociação e pactuação. Há necessidade de monitoramento, acompanhamento, avaliação e adequações e que a CIR é o espaço legal para essa continuidade. Outro desafio é a atuação dos gestores municipais, do diretor regional e da equipe técnica da DRS possibilitando atuar nesta instância na formação de consenso para a melhoria da saúde com a participação de todos como entes solidários para que a CIR seja de fato instância de cogestão no espaço regional com o objetivo de constituir um canal permanente e contínuo de negociação e decisão entre os gestores municipais e o estado para constituição de rede regionalizada. Divulgação 6 Maio/Junho 2023 | 218

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